O Conselho Tutelar de Araçatuba (SP) foi acionado em uma escola estadual da cidade na manhã de terça-feira (4), para atender uma adolescente de 16 anos, que estava com ferimentos. Ela disse que as lesões recentes foram causadas por uma prima, mas que ainda tem lesões na cabeça, provocadas por uma panela que a tia dela, que tem a tutela, teria usado em agressão anterior.
Segundo o boletim de ocorrência, a direção da escola informou à polícia que foram amigas da adolescente que acionaram o Conselho Tutelar ao ver as lesões na vítima. A conselheira tutelar que esteve na escola para atender o caso confirmou que a adolescente tinha ferimentos e ela teria contado que é comum a tia dela e a prima, que tem 20 anos, agredi-la.
Agressões
Ainda de acordo com a vítima, as agressões se estenderiam aos irmãos dela, que têm 10 anos e 14 anos, respectivamente, e que a tia dela alega que elas não ocorrem sem motivo, e que se apanham é porque merecem.
A adolescente revelou que o irmão mais novo dela já foi agredido com golpe de barra de ferro na cabeça e o maior, teve um dos dentes da frente quebrado quando a tia bateu a cabeça dele na mesa.
Ameaças
Por fim, a vítima contou que não tem celular e não consegue acionar a polícia ou tirar fotos das lesões causadas pelas agressões sofridas. Disse ainda que nunca relatou o ocorrido porque a tia dela alega que ninguém tiraria a guarda dela. E se tirassem, ela e os irmãos seriam separados e levados para um abrigo.
De acordo com o que foi relatado à polícia, a adolescente apresentava ferimentos em um dos ombros e ainda tinha sangue em um dos ouvidos. Ela foi encaminhada ao IML (Instituto Médico Legal) para exame de corpo de delito que deve apontar a gravidade das lesões.
Guarda
O pai da menina, que tem pedido de guarda em análise na Justiça, recebeu fotos das lesões, que foram enviadas pelas amigas. Segundo o boletim de ocorrência, ao tomar conhecimento de que ele tem interesse na guarda dos filhos, a tia teria pedido medida protetiva contra ele, para tentar afastá-lo dos filhos.
O caso segue sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar, que irá encaminhar as informações à Vara da Infância e Juventude para as devidas providências.
