Um médico veterinário de 44 anos, que é especialista no atendimento de animais de grande porte, foi preso na tarde de terça-feira (9) pela Guarda Municipal de Araçatuba (SP), acusado de maus-tratos a três cães.
A equipe foi à residência do investigado após denúncia de que no imóvel haveria cães em situação de maus-tratos. Após acionar a Vigilância Sanitária e o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), os agentes foram recepcionados pelo acusado, que é especializado na área de equinos.
Ele inicialmente teria recusado fornecer o nome dele, mas depois apresentou os dados pessoais. Após esse primeiro contato ele teria retornado ao interior da residência, saindo apenas com a chegada da médica veterinária responsável técnica do CCZ.
Insalubre
Os guardas municipais relataram que viram pelo portão, grande quantidade de fezes, pelos e resíduos no quintal, caracterizando aparente situação de insalubridade. No local havia três cães adultos, de portes e raças distintos, sob a tutela do morador. Um deles apresentava lesão aparente na pata dianteira.
A veterinária, também por observação através do portão, constatou que os animais estariam em situação compatível com maus-tratos e que o ambiente estaria insalubre. Após ter autorização do morador, a equipe técnica da Vigilância Sanitária entrou no imóvel acompanhada da Guarda Municipal e realizou a vistoria, com registro de fotos e vídeos.
A médica veterinária forneceu laudo atestando a existência de maus-tratos, levando em consideração que os três cães estariam visivelmente magros, compatíveis com quadro de negligência nos cuidados básicos.
Negou
Assim, foi dada voz de prisão ao investigado, que alegou que esteve ausente em viagem a trabalho e teria retornado no domingo (7), não tendo tempo hábil para realizar a limpeza do imóvel e prestar os devidos cuidados aos animais.
Apresentado no plantão policial, ao ser ouvido em declarações, o acusado afirmou que os cães pertencem a ele, porém negou que estivessem em situação de maus-tratos. Entretanto, disse que o local realmente precisava de limpeza, o que iria providenciá-la no mesmo dia, mas que não seria insalubre e nem colocaria em risco a saúde dos animais e nem a dele.
Preso
Apesar disso, o delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela manutenção da prisão, sem direito a fiança, como prevê a legislação. Após ser ouvido, ele permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentado em audiência de custódia.
Foi determinada a realização de perícia no local pelo Instituto de Criminalística e os animais foram recolhidos pela equipe do Centro de Controle de Zoonoses.
