Polícia

Empresário é preso com revólver após disparar tiros na madrugada

Alegou estar se sentindo ameaçado nas redes sociais por pichadores e suspeitou de pessoas na loja dele

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
02/06/20 às 10h10

Um empresário de 28 anos foi preso na madrugada desta terça-feira (2), em Araçatuba (SP), acusado de efetuar disparos de arma de fogo em via pública. Com ele, a Polícia Militar apreendeu revólver calibre 357, com três cartuchos deflagrados.

Segundo a polícia, o flagrante aconteceu por volta das 4h30, na região central da cidade. Equipe estava em patrulhamento após denúncia de suposta tentativa de furto a caixa eletrônico e ouviu três disparos de arma de fogo.

Instantes depois, os policiais se depararam com uma caminhonete Toyota Hilux branca, pela contramão de direção na rua Bandeirantes, no cruzamento com a rua Tiradentes.

Eles suspeitaram do veículo e abordaram o condutor, que era o empresário. Ao revistá-lo, os policiais encontraram o revólver municiado com três cartuchos intactos e três deflagrados.

Ameaça

Questionado, o empresário confessou ter disparado três vezes com a arma, porém, alegou ter atirado para o alto, pois se sentia ameaçado na rede virtual por pichadores.

Disse ainda que efetuou os disparos porque havia dois suspeitos de pichação passando na frente do estabelecimento comercial dele, na rua Tiradentes, próximo ao cruzamento com a Bandeirantes.

O investigado afirmou ainda que não tinha a intenção de matar ninguém e indicou a direção que os suspeitos haviam fugido.

Após percorrer cerca de um quarteirão, os policiais abordaram um casal de adolescentes, sendo um menino de 16 e uma menina de 17 anos, que foram levados para o plantão policial, assim como o empresário.

Ouvidos, os adolescentes afirmaram que não picharam nada e que apenas passavam pela loja quando ouviram os disparos de arma de fogo.

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Investigação

A polícia solicitou a realização de exame residuográfico para o investigado e também a realização de perícia na loja dele.

Ele foi atuado por trafegar pela contramão de direção e a caminhonete foi liberada para a esposa dele, pois está com a documentação em ordem.

Com relação ao revólver, o empresário disse não possuir o registro, pois ele pertencia ao avô falecido em setembro de 2015.

Como a arma é de uso restrito, a pena em caso de condenação é de 3 a 6 anos de prisão, o que impede que seja arbitrada fiança na fase policial.

Além disso, o empresário também deve ser indiciado por disparo de arma de fogo, punido com pena de 2 a 4 anos de prisão. Após ser ouvido, o investigado ficou à disposição da Justiça. 

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