Uma açougueira de 60 anos, o filho dela, de 22, e outros dois rapazes, um de 19 e outro de 24 anos, foram levados para a delegacia na noite de domingo (10) após se revoltarem contra policiais militares que foram à área de lazer onde estavam, no bairro Primavera, em Araçatuba (SP), pedir para que parassem uma festa que estava perturbando o sossego de vizinhos.
Segundo a polícia, os investigados ameaçaram os policiais e um deles arremessou uma garrafa de vidro contra a equipe, recusando atender a ordem de suspender a festa.
O caso aconteceu pouco depois das 19h30, em uma área de lazer na rua Raposo de Mello. A Polícia Militar foi chamada devido ao excesso de barulho praticado pelos participantes do evento.
Reincidente
A pessoa que solicitou a presença dos policiais informou que a festa havia começado pela manhã e se estendeu durante todo o dia com música alta e as pessoas fazendo algazarra.
O denunciante explicou ainda que havia feito outros registros devido ao excesso praticado nas festas no local e apresentou um termo de audiência de mediação realizada em 11 de dezembro, no qual o responsável pela área de lazer se comprometeu com os termos do acordo.
Revolta
Chegando ao local, os policiais encontraram cerca de 20 pessoas sem máscara e descumprindo as determinações com relação à prevenção contra a covid-19.
A açougueira, que completou 60 anos na sexta-feira (8), se apresentou como organizadora da festa e disse que havia alugado o espaço para a comemoração.
Enquanto os policiais conversavam com ela, o rapaz de 24 anos, morador no Hilda Mandarino, saiu do imóvel, bastante exaltado. Ele disse que não diminuiria o som e começou a empurrar os policiais, mandando que fossem embora e afirmando que não iriam parar a festa.
Garrafa
O filho da açougueira também se apresentou e arremessou uma garrafa de vidro contra a equipe, que conseguiu desviar.
O outro acusado gritou com os policiais, disse que a festa iria continuar e recusou entregar a documentação pessoal dele. Diante da situação, foi solicitado apoio e os policiais entraram em luta corporal com o investigado, que foi detido e todos foram levados para o plantão policial.
Liberados
Eles foram ouvidos, assumiram o compromisso de comparecer no Jecrim (Juizado Especial Criminal) quando notificados e foram liberados.
O caso foi registrado como perturbação de sossego, infração de medida sanitária preventiva, devido ao desrespeito ao decreto que determina as medidas de controle da pandemia; resistência e ameaça.