Um homem de 34 anos foi preso na noite de quinta-feira (19), em Araçatuba (SP), pela lei Maria da Penha, acusado de atear fogo na própria companheira. A vítima, que tem 40 anos, teve 18% do corpo com queimaduras de 2o grau, segundo o que foi informado à polícia, e permaneceu hospitalizada.
O hospital confirmou que a paciente permanecia internada na manhã desta sexta-feira (20) e que os ferimentos atingiram parte do rosto e um dos braços.
Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 21h30, em um condomínio de apartamentos na rua Antônio dos Santos Ribeiro. Policiais foram ao local para atender ocorrência de violência doméstica e encontraram o casal aguardando a chegada da viatura.
Tiro
Segundo a polícia, o investigado relatou que estava com a companheira em casa, ingerindo bebida alcoólica e fazendo uso de entorpecentes. De acordo com ele, a mulher teria dito que "um cara" iria dar um tiro nele.
Por isso, ele foi até à cozinha, pegou álcool e jogou sobre o corpo da vítima, que estava deitada na cama. Em seguida, passou a questioná-la quem seria esse "cara".
Ele disse à polícia que como a mulher não quis responder, ele riscou um palito de fósforo e a questionou novamente. Entretanto, na versão dele, o fogo acabou atingindo o lençol da cama e se espalhou, atingindo o corpo da vítima.
Socorro
O investigado alegou ainda que ao ver que a companheira dele estava em chamas, ele a levou ao banheiro, ligou o chuveiro e em seguida acionou a Polícia Militar.
Os policiais que atenderam a ocorrência relataram que a vítima estava consciente e confirmou que havia sido queimada pelo companheiro. Ela foi atendida por equipe de regaste do Corpo de Bombeiros e levada para a Santa Casa.
O médico que fez o atendimento informou à polícia que a paciente apresentava queimaduras por 18% do corpo, sendo estas de segundo grau, e que devem deixar marcas definitivas. Por ter permanecido hospitalizada, ela deve ser ouvida posteriormente.
O acusado foi apresentado no plantão policial, teve a prisão confimada pelo delegado que presidiu a ocorrência e após ser ouvido permaneceria à disposição da Justiça. A residência do casal passou por perícia e o caso foi registrado como lesão corporal de natureza gravíssima no âmbito da violência doméstica.
