A Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União deflagrou, na manhã desta segunda-feira (25), a Operação Dispnéia. O nome é referência a um sintoma comum dos afetados pela covid-19: a dificuldade de respirar.
Seriam cumpridos oito mandados de busca e apreensão em domicílios, empresas e órgãos públicos em Fortaleza (CE) e São Paulo.
Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal do Ceará após representação decorrente de inquérito policial que apura malversação e desvio de recursos públicos federais e crimes previstos na lei de licitações.
As fraudes teriam sido praticadas na aquisição de equipamentos respiradores em dois procedimentos de dispensa de licitação realizados pela Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, contratando uma empresa paulista de duvidosa capacidade técnica e financeira para entrega dos equipamentos.
Fraude
Segundo a PF, a investigação identificou indícios de que, além da ausência de capacidade técnica e financeira da empresa contratada, houve superfaturamento dos valores pagos pelos equipamentos, que atingiram o montante de R$ 34,7 milhões.
O potencial prejuízo financeiro aos cofres públicos comparando-se com outras aquisições de equipamentos com a mesma especificação durante a pandemia pode ser de até R$ 25,4 milhões.
Ainda de acordo com a polícia, a operação não trará prejuízos à continuidade do atendimento à população e não serão apreendidos equipamentos utilizados na rede hospitalar.
Será concedida entrevista coletiva à imprensa às 10h30 na sede da Superintendência da Polícia Federal no Ceará. (Informações da assessoria de imprensa)