Familiares do autônomo Leandro Vitor Santos Molini, 31 anos, morador no bairro Cidade Jardim, em Birigui (SP), querem que a polícia investigue possível falha no atendimento médico prestado a ele, que morreu na madrugada desta terça-feira (9).
Ele foi internado no sábado (6) e teve que ser transferido para a Santa Casa de Araçatuba no final da noite de domingo (7), onde foi constatada a morte dois dias depois.
No boletim de ocorrência, a mãe do paciente relatou em que foi informada pelos médicos que o quadro clínico dele teria se agravado porque os médicos em Birigui, equivocadamente, teriam aplicado um anticoagulante.
Ela contou à polícia que Molini sofria de convulsões em razão do alcoolismo e, por isso, foi atendido várias vezes no pronto-socorro de Birigui.
Queda
A última vez que ele foi levado para atendimento foi no sábado, quando foi internado. Ainda de acordo com a mãe do paciente, ela foi informada que ele receberia alta no domingo, mas nesse período teria sofrido uma convulsão, caído e batido a cabeça.
Ainda de acordo com ela, os médicos alegaram que ele teve que ser transferido porque estava infartando e em estado crítico.
A transferência para a Santa Casa de Araçatuba ocorreu às 23h49 de domingo e na madrugada de terça-feira a mãe do autônomo foi informada por telefone que ele havia morrido.
Investigação
Ela procurou a polícia porque recebeu do hospital, a guia de encaminhamento para a realização do exame necroscópico do corpo no IML (Instituto Médico Legal), pois não foi atestado o óbito. Um laudo vai apontar as causas da morte.
Ao informar à polícia sobre o ocorrido, ela contou que ouviu dos médicos que atenderam o filho dela, os quais não soube informar o nome, que ao receber o paciente de Birigui, ele não estaria infartando.
De acordo com ela, os médicos afirmaram que o quadro de saúde do filho dela se agravou porque os médicos de Birigui, equivocadamente, aplicaram um anticoagulante no paciente, que na verdade deveria ter sido intubado.
Poucas chances
Ainda segundo o que a mulher informou à polícia, os médicos revelaram na ocasião, que a chance de sobrevivência de Molini era de 3%.
O caso foi registrado como morte suspeita e a polícia apreendeu cópias da ficha de encaminhamento e identificação de óbito e da ficha de internação na Santa Casa de Araçatuba.
O Hojemais Araçatuba questionou a Santa Casa de Birigui com relação à denúncia e o hospital emitiu nota pela assessoria de imprensa informando que "o fato está sendo apurado pela diretoria da OSS (Organização Social de Saúde) da Santa Casa de Misericórdia de Birigui".