Os eleitores de Mirandópolis voltarão às urnas neste domingo (1º) para escolher prefeito e vice. O pleito contará com dois candidatos mesmo com a impugnação da candidatura de Everton Sodário (PSL), o que torna a eleição uma incógnita. Ontem (30), Sodário entrou com embargos no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) para suspender e modificar a decisão.
O Tribunal não reconheceu a filiação do vice na chapa de Sodário, Ademiro Olegário dos Santos, o Mirão, no PSL, o que impediria toda a chapa. Por telefone o candidato explicou que optou por não recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) após apresentar provas “de fé pública” ao desembargador responsável pelo caso.
“Isso aconteceu porque o PSL demorou para enviar a documentação para a Justiça Eleitoral e atualização do sistema de filiação só é feita pelo órgão em abril e outubro. Agora esse erro já foi corrigido e a documentação já foi enviada,” disse.
Como o processo segue tramitando na Justiça, os nomes de Everton Sodário e do vice irão aparecer na urna eletrônica normalmente.
Porém, segundo o TRE, os votos recebidos ficarão registrados, mas não computados. Caso vença a eleição, Sodário só poderá assumir o mandato se reverter a impugnação de sua candidatura no TSE.
“Neste processo, o candidato a vice-prefeito da chapa teve seu registro julgado inferido em 1º grau por não atender a uma condição de elegibilidade, qual seja, a filiação partidária, pois está filiado a partido político diverso daquele pelo qual pretende concorrer às eleições. Essa sentença foi confirmada pelo TRE-SP, ficando indeferida a chapa. O juiz relator do processo Mauricio Fiorito manteve a sentença de 1º grau pelos seus próprios fundamentos”, informou o tribunal em nota.
Adversário
O oponente de Sodário na disputa será Davi Boaventura da Silva, o Davi do Pesqueiro (PSC). Ele já foi chefe de gabinete em governos passados e também atuou como locutor da cidade. O candidato acredita que a popularidade obtida nesses trabalhos pode ajudar no momento da decisão do voto.
Cassação
Em 29 de maio deste ano, o presidente da Câmara, Carlos Weverton Ortega Sanches (MDB), assumiu o Executivo no lugar da então prefeita Regina Mustafa (PV) que teve o mandato cassado ao lado do vice José Antonio Rodrigues (SD).
O plenário do TSE considerou que a manutenção da inelegibilidade do vice-prefeito contamina toda a chapa eleita, já que o candidato teve papel importante na conquista de votos.