Nos próximos dias, a Câmara de Birigui (SP) pode começar a discutir o futuro da merenda escolar servida na rede municipal de ensino da cidade. Anteprojeto do vereador Fabiano Amadeu (Cidadania) prevê a proibição de alimentos embutidos aos alunos.
De acordo com o texto, entende-se como embutidos os alimentos produzidos pelo enchimento de tripas de animais ou artificiais com recheio à base de carne, vísceras, gorduras, sangue, especiarias e outros ingredientes como conservantes e aromatizantes.
Ainda segundo a matéria, as crianças não terão acesso regularmente à salsicha, linguiça, salame, mortadela e chouriço.
Esses alimentos terão a distribuição permitida apenas em festas e datas comemorativas. De acordo com o vereador autor da proposta, o motivo da apresentação do anteprojeto é a preocupação com a obesidade infantil, com vistas ao efeito perigoso que uma alimentação deficiente na infância pode trazer para a criança na vida adulta.
“Eu acredito que tirando a salsicha, por exemplo, vá colocar no lugar um alimento mais saudável. Isso pode gerar mais trabalho, mas fazendo isso o custo-benefício será maior para as crianças que vão consumir uma merenda mais saudável, ” afirma.
Atualmente, a Prefeitura de Birigui disponibiliza em seu site oficial o cardápio servido aos alunos da rede municipal. No mês de abril, pelo menos em nove refeições os alunos tiveram (ou terão) contato com um produto embutido. Na maior parte das vezes esse alimento é oferecido durante o lanche da tarde.
Toda a merenda servida na rede municpal é feita pela Cozinha Piloto da Secretaria Municipal de Educação. Conforme informações disponíveis no site do Executivo, são produzidas diariamente 16 mil refeições para alunos das unidades de ensino mantidas pela prefeitura, escolas estaduais, núcleos e entidades integrantes ao PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).
Tramitação
O anteprojeto já foi entregue ao prefeito Cristiano Salmeirão (PTB) que decidirá se irá reunir com os responsáveis pela Educação para discutí-lo. Se for considerado viável, será enviado para a Câmara tendo o Executivo como autor haja vista que, neste caso, a prerrogativa precisa ser de motivação do município.
Prefeitura
Por meio da assessoria de imprensa, o Executivo informou que só irá se manifestar caso o projeto venha a ser aprovado pela Câmara.