A Câmara de Araçatuba vota na sessão desta segunda-feira (10) projeto de autoria do Executivo que autoriza abertura por decreto de crédito adicional de R$ 350 mil para as obras de reforma e manutenção do Museu Histórico e Pedagógico Marechal Candido Rondon.
O assessor executivo da Secretaria Municipal da Cultura, Luis Cláudio Júnior, explica que a autorização do Legislativo é necessária para que a Pasta possa remanejar recursos próprios, mas que estavam empenhados em outros orçamentos. “Essa reforma não estava inicialmente prevista no PPA (Plano Plurianual) nem na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), por esse motivo a Cultura precisa que os vereadores autorizem o remanejamento de valores que estariam destinados à outras coisas.”
Júnior explica ainda que o levantamento apontado a possibilidade desse rearranjo de verbas é feito pela Secretaria Municipal da Fazenda. Já o projeto de revitalização, está sendo finalizado pela Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação e tem custo estimado de R$ 300 mil reais para obras e instalações e mais R$ 50.mil reais para equipamentos e material permanente.
Ainda conforme o assessor, o desenvolvimento do projeto demanda tempo, pois não se trata de uma reforma, mas de uma manutenção. Uma vez que, por se tratar de um prédio histórico, as características não podem ser alteradas.
Entre as obras e equipamentos que serão instalados estão os dispositivos de acessibilidade, reforma do teto, parte elétrica, pintura e mobília expositiva. O acervo também está sendo catalogado uma vez que algumas peças apresentavam rachaduras ou mesmo partes quebradas.
Histórico
O museu funciona na casa em que morou o engenheiro-chefe da NOB (Estrada de ferro Noroeste do Brasil) ainda nos primeiros anos de Araçatuba. A região em que ele está instalado compreende a Vila Ferroviário ao lado de outras casas do início do século passado e do atual espaço do Centro Cultural Ferroviário.
Fechado
A sede atual do museu foi inaugurada em 1995, no governo do ex-prefeito Domingos Andorfato e está fechada desde janeiro de 2017. Na época a secretaria de cultura estava sob o comendo da ex-vereadora Marly Garcia. Ela alegou que após um período de chuvas a situação estrutural do museu havia ficado insustentável já que apresentava problemas no teto, infiltrações, peças quebradas e sujas.