Os vereadores de Birigui (SP) adiaram, novamente, a votação dos seis projetos de lei do Executivo que autorizam a venda de imóveis de propriedade do município. Dos 11 itens na Ordem do Dia da sessão desta terça-feira (8), apenas um, que concede título de cidadã biriguiense à senhora Sônia Maria Santana de Abreu, foi votado e aprovado por unanimidade.
O único vereador que comentou sobre a venda dos imóveis, se posicionando contrário, foi Luiz Roberto Ferrari (DEM). Ele usou seu tempo na tribuna, no tema livre, para lembrar que a Prefeitura já tomou R$ 45 milhões em empréstimos e que a “conta será paga pela população”. “E ainda quer vender terreno? (...) Se tiver mil terrenos (à venda) tem gente aqui que concorda. Vocês imaginam onde vamos parar!”, disse.
Para o vereador, o prefeito Cristiano Salmeirão (PTB) deveria ter tomado cuidado para fazer uma boa administração e não precisar vender nada. “Sou contra a venda de terreno e sou contra empréstimos”, defendeu.
Assim que começou a votação dos projetos, o líder do prefeito na Câmara, Andrey Fernando Servelatti (PSDB) pediu adiamento de todos os projetos por uma sessão, mas foi orientado de que o pedido deveria acontecer individualmente para cada projeto. Houve a tentativa de Ferrari de pedir adiamento por 21 dias, mas como prevalece o pedido de menor tempo, todos foram adiados por uma sessão, ou seja, voltam para a ordem do dia na próximo terça-feira (15).
Outros
De autoria do vereador Leandro Moreira, o Lê (REP), projeto de lei dispõe sobre a obrigatoriedade da divulgação da Central de Atendimento à Mulher (Disque 180) e do serviço de denúncia de violações aos direitos humanos (Disque 100), nos estabelecimentos de acesso ao público, teve pedido de vista feito pelo próprio autor.
Os projetos do vereador Reginaldo Fernando Pereira, o pastor Reginaldo (PTB), que propõem a distribuição de alimentos excedente da merenda escolar para alunos carentes da rede pública de ensino e a criação do programa de parcelamento de multas de trânsito no município tiveram votação adiada por sete dias.
Também foi adiado o projeto que altera dispositivos da lei que institui o programa Birigui Integral, de autoria do Executivo.