Com a pandemia e a necessidade do distanciamento social, não é possível realizar encontros presenciais. Logo, os eventos programados para acontecer neste período tiveram que ser cancelados.
Não é possível saber quando tudo voltará ao normal.
Porém, ainda é muito cedo para planejar festas e eventos?
De acordo com o chef de cozinha e empresário de Araçatuba (SP) Sidney de Oliveira Júnior, o Magué, como é conhecido no ramo, não é cedo. Quando se trata de casamentos e festas para muitos convidados, o planejamento precisa ser feito com um ano de antecedência, no mínimo.
Magué explica que a instabilidade do cenário econômico deixa os clientes inseguros, por não terem certeza com relação às datas, locais e demais serviços.
“Atualmente, eu estou fazendo vários orçamentos, mas nenhum contrato foi fechado. Os que ainda estão mantidos são somente para o final de 2021. Os clientes estão inseguros e com medo de que o evento não aconteça. Algumas pessoas me disseram que só vão fechar contratos quando tiver uma vacina”, conta o chef.
Ele também afirma que, nesse momento, é importante ter o evento idealizado e construir um pré-planejamento, para poder dar andamento ao projeto quando as atividades voltarem ao normal.
Desta forma, segundo Oliveira Júnior, assim que a região passar pela fase amarela referente ao
Plano São Paulo Retomada Consciente
, os clientes já poderão fechar contratos e estudar possíveis datas para os eventos, lembrando das medidas de segurança e saúde já estabelecidas.
"Caso seja firmada uma data mas, por algum motivo, o evento não possa acontecer, o cliente pode remarcar comigo sem nenhum prejuízo. Porém, a data remarcada não pode passar de um ano desde que o contrato foi assinado. Caso seja, o cliente precisará arcar com os custos do reajuste, de acordo com a inflação", reitera Magué.
No pós-pandemia, pratos tenderão a ser preparados na cozinha e servidos diretos aos convidados (Foto: Banco de imagens)
Mas como serão os eventos pós-pandemia?
O chef de cozinha diz que o planejamento de um evento pós-pandemia deverá ser ainda mais minucioso. A principal mudança, segundo ele, será na quantidade de convidados, que deverá ser reduzida devido à necessidade de distanciamento social mesmo após surgimento de vacina.
“As festas deverão ser mais intimistas, restritas a um número pequeno de convidados. Eu acho que não poderão ser mais que 80 pessoas, em um espaço com capacidade para 200, para que haja espaço suficiente na distribuição das mesas”, supõe Magué.
Medidas de segurança já adotadas devem continuar em vigor, como, por exemplo, a medição de temperatura na entrada dos estabelecimentos, oferecimento de álcool gel e luvas.
Logística
Oliveira Júnior explica que, provavelmente, a logística dos eventos terá que ser repensada. O uso de aparadores, por exemplo, não será mais adotado, para evitar formação de filas.
“O aparador é ruim nesse sentido por colaborar para a formação de filas e isso faz com que as pessoas tenham um contato direto umas com as outras. Imagina todo mundo usando luvas e máscaras para poder se servir?”, menciona o chef.
O conceito de ilhas deverá ser modificado e, para ele, uma boa alternativa, são os pratos servidos individualmente.
“Uma boa estratégia é o garçom servir os convidados a noite toda, com o uso de luvas e máscaras. A cozinha também inteiramente higienizada, para não haver contaminação da comida”, afirma o empresário.
Magué reitera que as mudanças não comprometem o sucesso de evento, pois o número de elementos de decoração continuará o mesmo, tendo em vista o distanciamento e a organização das mesas no espaço da festa.
"Tudo depende de como os organizadores idealizam a festa. Do ponto de vista do buffet, servir as pessoas na mesa com pratos individuais é um serviço mais requintado, mas não muda a logística do evento", declara Oliveira Júnior.
Serviço
Pretende promover algum evento, mas ainda tem dúvidas de como proceder com relação à pandemia? O buffet Júnior Magué tem ampla experiência no ramo e pode te orientar.
Foto: (Fernando Lima/Divulgação)
Quem é Júnior Magué?
Júnior Magué atuou em vários buffets de Araçatuba e também na função de maitrê por mais de 20 anos no Brasil e no exterior. Formou-se no Grande Hotel Senac, em Águas de São Pedro, e no Instituto de Formação Profissional de Olaias, em Lisboa.
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