A produção de pratos por encomendas ajudou o chef a voltar ao mercado de trabalho em tempos de crise (Foto: banco de imagens)
O coronavírus pegou o mundo de surpresa. A chegada do vírus no Brasil e a necessidade de adotar medidas que desacelerassem a contaminação fizeram com que os cidadãos se adaptassem a uma nova rotina, um novo contexto.
Essa mudança impactou a economia mundial e diretamente alguns setores, como o de eventos. O chef de cozinha e especialista em vinhos Sidney de Oliveira Júnior, 48 anos, foi um dos empresários deste segmento tão afetado pela nova realidade.
Proprietário do Buffet Júnior Magué, de Araçatuba (SP), ele conta que tinha cerca de 50 eventos para realizar ao longo deste ano. Porém, em decorrência da crise, a maioria foi cancelada.
“Foi muito difícil. O telefone tocando todos os dias, as cobranças chegando, tive que dispensar três funcionários incríveis. E eu não tenho outro meio de ganhar dinheiro. Esse é o meu sustento. E quando a pandemia estourou, eu não tinha o que fazer. Mas eu sou um cozinheiro e amo o que eu faço. Cozinhar é uma arte e eu tive que me reinventar”, declara o chef.
Alternativa
Oliveira Júnior relata ter refletido durante o primeiro mês de quarentena. Segundo ele, com todas as mudanças e contratos sendo cancelados, continuar com a empresa parecia impossível. Porém, o chef de cozinha não desistiu de seu sonho.
“Em um dia, pensativo, eu lembrei que minha mãe me ensinou a sempre ‘ouvir mais do que falar’. A partir desse dia, eu decidi voltar à estaca zero, onde tudo começou: a minha cozinha. Se eu sou um cozinheiro, mesmo não podendo ir até o meu cliente para cozinhar para ele, eu posso preparar os pratos na minha casa, sem nenhum problema”, explica Magué, como é conhecido.
A partir daí, o empresário passou a produzir os pratos em sua casa por encomenda. A divulgação é feita pelas redes sociais.
Outras ações também estão sendo desenvolvidas pelo profissional. Ele participou de uma live no Instagram em parceria com uma cerimonialista para dar dicas sobre produção de eventos. Na transmissão, o chef também ensinou ao público uma de suas especialidades: salmão ao molho de ervas finas com acompanhamento de purê de abóbora cabotiã.
Hoje, há pouco mais de um mês desenvolvendo esse novo trabalho, Magué afirma estar feliz com o recomeço, e declara estar otimista com o futuro. Segundo ele, alguns clientes voltaram a solicitar orçamentos para o final deste ano, começo do próximo.
“De coração, o meu conselho é não desanimar e não se precipitar, como eu estava fazendo. Tente renegociar acordos. Está sendo difícil para todo mundo. Por isso não desanimei e busquei alternativas. Não desanime”, reitera o profissional.
Cardápio
Com a nova dinâmica de trabalho do chef de cozinha, o cardápio também mudou, e muda toda a semana, segundo ele. Aos sábados, o bufê oferece feijoada, e aos domingos, pratos diversos.
De acordo com Magué, o menu sempre tem uma massa, um filé e uma carne branca. Os pratos possuem acompanhamento de legumes fatiados na manteiga e arroz branco.
Serviço