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Suzano opera colheita florestal por controle remoto em MS e colhe 12 mil árvores a distância

Em iniciativa pioneira no setor, máquina foi comandada de torre em Ribas do Rio Pardo a até 350 quilômetros da frente de trabalho; tecnologia muda o local de atuação do operador, mas não substitui o profissional

Da redação - Com informações da Assessoria de Imprensa/Suzano
23/10/26 às 14h42
Operador comanda harvester remotamente da torre de controle florestal da Suzano, em Ribas do Rio Pardo (MS) (Divulgação/Suzano)

Uma máquina colheu 12 mil árvores sem que o operador estivesse dentro dela, em uma área equivalente a 12 campos de futebol. A harvester foi comandada remotamente da torre de controle florestal da unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo (MS), com testes que permitiram operá-la a até 350 quilômetros de distância da frente de trabalho. 

O resultado encerra a primeira fase do projeto de teleoperação de colheita florestal desenvolvido pela companhia em parceria com a Komatsu e a S4E Tech, iniciado em abril deste ano. No Brasil, é a primeira operação de harvester teleoperada em ambiente operacional no setor florestal.

A inovação não substitui o trabalho humano, mas altera a rotina dos profissionais: em vez da cabine no meio da fazenda, o operador passa a atuar em um ambiente fixo e climatizado, reduzindo trajetos diários que chegavam a duas horas de viagem até as frentes de corte.   

Beatriz Carolina Gonçalves, operadora de máquinas florestais, participou dos primeiros testes. (Divulgação/Suzano)

No estado, a colheita e o carregamento de madeira envolvem mais de mil operadores e movimentam anualmente cerca de 19 milhões de metros cúbicos de eucalipto em uma área de 100 mil hectares. 

A comunicação entre os painéis de controle e o maquinário é feita via satélite em tempo real, contando com sistemas de monitoramento contínuo e parada automática de emergência na máquina diante de qualquer falha na conexão.   

Nesta etapa inicial de testes, iniciada em abril, sete profissionais foram capacitados para operar a solução, que abrangeu a harvester e uma grua de carregamento. 

Além dos ganhos operacionais e de qualidade de vida para os trabalhadores, a digitalização dos processos no campo abre espaço para a expansão da diversidade no setor, facilitando o ingresso de mulheres e de pessoas com deficiência na operação. 

A empresa prevê o início das próximas fases do projeto piloto nos próximos meses, com escalonamento gradual da tecnologia na região.

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