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Adolescentes que usam vape têm 30 vezes mais chance de fumar cigarro

3,7% da população com 14 anos ou mais utiliza exclusivamente os dispositivos eletrônicos, enquanto 1,9% combina o uso com o cigarro tradicional.

Da Redação
31/07/25 às 10h31
(Foto: Reprodução)

O uso de cigarros eletrônicos, popularmente conhecidos como vapes, tem crescido de forma alarmante entre os adolescentes brasileiros. Um estudo recente co-dirigido pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e publicado pela revista Tobacco Control, reforça a preocupação. A pesquisa revela que adolescentes que usam vapes têm um risco 30 vezes maior de se tornarem fumantes de cigarro convencional em comparação aos que nunca utilizaram o dispositivo.

Para aqueles que nunca haviam experimentado cigarros eletrônicos, a chance de começar a fumar regularmente era menor que 1 em 50. Já entre os usuários frequentes de vapes, o risco sobe para quase 1 em 3.

Segundo dados inéditos do terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD III), a prevalência do consumo entre jovens de 14 a 17 anos (8,7%) já é cinco vezes maior do que a do tabaco convencional e está acima da média nacional (5,6%) e do uso entre adultos (5,4%).

A pesquisa aponta ainda que 3,7% da população com 14 anos ou mais utiliza exclusivamente os dispositivos eletrônicos, enquanto 1,9% combina o uso com o cigarro tradicional. O cenário acende um alerta para o retrocesso nas políticas públicas de combate ao tabagismo, que ao longo de décadas vinham reduzindo significativamente o consumo entre os jovens.

(Foto: Reprodução)

Apelo visual e sabores atraem os jovens

Embora o tabagismo tenha perdido o glamour e se tornado um dos grandes vilões da saúde pública, com campanhas de conscientização, proibição em locais fechados e restrições severas à publicidade, os cigarros eletrônicos estão reacendendo esse comportamento entre os adolescentes.

Com sabores frutados, embalagens chamativas e uma imagem de produto “moderno”, os vapes são frequentemente vistos pelos jovens como uma alternativa menos prejudicial. No entanto, essa percepção é enganosa. Especialistas alertam que os cigarros eletrônicos também contêm nicotina e outras substâncias tóxicas, com potencial de causar dependência e danos à saúde.

O crescimento no consumo de vapes entre adolescentes representa um novo desafio para a saúde pública. Os dados mostram que, mesmo com décadas de avanços no combate ao tabagismo, os dispositivos eletrônicos estão abrindo uma nova porta de entrada para o vício em nicotina.

Informações de G1 e Globo

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