Um importante processo para a diminuição da quantidade de lixo depositada nos aterros sanitários e para a redução da extração de recursos naturais do meio ambiente, a reciclagem é defendida e incentivada em todo o mundo, mas o nível de convergência ainda é baixo.
Em Três Lagoas, apenas 3,5% de todo o lixo coletado corresponde à materiais reciclados e de acordo com o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Toniel Fernandes, apesar de a quantidade coletada ter aumentado nos últimos anos, a falta de adesão da população para a coleta seletiva faz com que muitos materiais com potencial para ser reaproveitados vão parar no aterro sanitário.
Semanalmente 95 toneladas de lixo são coletadas pela Financial Ambiental, destas três toneladas são de coleta seletiva que são direcionados para a Cooperativa Arara Azul, onde o processo de separação e tratamento do material é realizado e posteriormente vendido.
A cooperativa funciona em parceria com a Prefeitura de Três Lagoas que financia a coleta do material reciclado e parte das despesas estruturais. Eloir Ribeiro Custódio, um dos cooperados, contou ao Hojemais que a rede é composta por 22 pessoas que transformam o lixo em ouro e estão conseguindo mudar de vida através da reciclagem.
O material coletado e preparado é vendido quinzenalmente e cada carga rende em média R$ 20 mil de lucro bruto, deste valor são debatidas as despesas e o resultado é rateado igualmente entre os 22 cooperados.
A engenheira ambiental, Naiara Gomes, é uma das técnicas responsáveis por acompanhar o trabalho da cooperativa e destaca a importância de a população três-lagoense participar do processo de coleta seletiva.
Naiara destaca o desenvolvimento de Três Lagoas frente a outros municípios da região e pontua a capacidade de expansão da coleta seletiva.
Naiara explica que o simples fato de a dona de casa separar o lixo em sacolas plásticas diferentes pode aumentar a vida útil do aterro sanitário do município, uma vez que o maior volume de matérias são os recicláveis.