O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) apontou nesta terça-feira (26) um aumento significativo nas denúncias de atendimentos oftalmológicos realizados por pessoas sem formação médica no Brasil.
Desde janeiro de 2017, quase 3 mil representações foram registradas contra indivíduos e estabelecimentos que ofereceram exames, diagnósticos ou prescrição de lentes de forma irregular, sendo 142 apenas no primeiro semestre de 2025.
Segundo o CBO, grande parte dessas práticas ocorre em óticas e estabelecimentos comerciais, o que coloca em risco a saúde ocular da população. Ele destacou que além de questões legais, trata-se de um risco à saúde pública. O conselho reforça que exames oftalmológicos devem ser realizados apenas por profissionais formados em medicina, com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Além disso, os locais de atendimento precisam atender às exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), garantindo estrutura adequada, equipamentos apropriados e condições sanitárias adequadas.
O tema será um dos destaques do 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, que começa nesta quarta-feira (27) em Curitiba e segue até sábado (30). O evento reunirá especialistas, pesquisadores e empresas de tecnologia para discutir avanços na área e reforçar boas práticas de atendimento.
O aumento das denúncias evidencia a importância de atenção redobrada na escolha de profissionais e locais para cuidados com a visão, principalmente em períodos de volta às aulas, quando exames oftalmológicos escolares se intensificam.
Com informações de Agência Brasil.
