A popular batata frita, presença constante em cardápios de fast foods , pode representar mais do que um simples acompanhamento saboroso. Um estudo conduzido pela Universidade Harvard concluiu que o consumo frequente desse alimento está associado ao aumento de até 27% no risco de desenvolver diabetes tipo 2.
A pesquisa avaliou mais de 200 mil pessoas entre 1984 e 2021, todas sem diagnóstico prévio de diabetes, doenças cardiovasculares ou câncer. Ao longo do período, 22.299 participantes desenvolveram diabetes tipo 2. Os dados mostraram que ingerir batata frita ao menos três vezes por semana eleva em mais de 20% as chances de desenvolver a doença.
O preparo do alimento foi apontado como fator determinante. Enquanto batatas cozidas, assadas ou em purê não apresentaram risco significativo para o surgimento ou agravamento do quadro, a versão frita mostrou forte correlação com a incidência da enfermidade.
A diabetes tipo 2, que corresponde a cerca de 90% dos casos diagnosticados no Brasil segundo o Ministério da Saúde, ocorre quando o corpo não utiliza adequadamente a insulina produzida. A condição está diretamente ligada a fatores como sobrepeso, sedentarismo, níveis elevados de triglicerídeos, hipertensão e hábitos alimentares pouco saudáveis.
Especialistas reforçam que, embora não tenha cura, a diabetes pode ser prevenida ou controlada por meio de mudanças na alimentação e no estilo de vida. Substituir alimentos ultraprocessados e açucarados por fontes integrais de carboidratos, por exemplo, pode reduzir em até 4% as chances de evolução da doença.
Com informações de Correio do Estado.
