No último sábado, o Brasil deu um passo significativo no combate às arboviroses com a inauguração da maior biofábrica do mundo, especializada na criação de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia.
Localizada na Cidade Industrial de Curitiba, a unidade é fruto de uma parceria estratégica entre o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP), organização internacional sem fins lucrativos.
A biofábrica, que ocupa mais de 3,5 mil m², possui tecnologia de ponta e uma equipe de 70 profissionais dedicados à produção de até 100 milhões de ovos de mosquitos semanalmente. A expectativa é que a capacidade de produção da planta beneficie mais de 70 milhões de brasileiros nos próximos anos, conforme informaram os representantes do Ministério da Saúde.
Atualmente, o método já é aplicado em oito cidades brasileiras, incluindo Rio de Janeiro e Belo Horizonte, com planos de expansão para três novas localidades. O projeto visa à redução substancial dos casos de dengue, zika e chikungunya, contribuindo para a saúde pública.
O método Wolbachia torna os mosquitos incapazes de transmitir os vírus das arboviroses, uma vez que a bactéria impede o desenvolvimento do agente patogênico. Este processo é apoiado por extensivas campanhas educativas, que asseguram o entendimento e apoio das comunidades locais.
