O governo brasileiro firmou neste sábado (21) três acordos com a Índia para a produção nacional de medicamentos utilizados no tratamento do câncer, que serão disponibilizados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). As informações são da Agência Brasil .
As chamadas "Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo" contemplam os fármacos pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe, indicados para o tratamento de câncer de mama, pele e leucemias. Segundo o Ministério da Saúde, no primeiro ano de execução dos acordos, o Brasil deverá investir R$ 722 milhões. A projeção é que, em uma década, o investimento nacional possa chegar a R$ 10 bilhões para fabricar e ofertar os medicamentos .
Além do fornecimento, os acordos preveem a internalização da produção, com desenvolvimento tecnológico de laboratórios públicos e privados no Brasil. A fabricação desses medicamentos no país reduz a dependência externa, permite estabilidade de estoque de fármacos e pode "ampliar o acesso da população a terapias de alta complexidade", conforme avaliação da pasta .
Parcerias ampliadas
Durante a missão presidencial na Índia, da qual participam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também foi assinado termo aditivo prorrogando por cinco anos a cooperação bilateral em saúde. O acordo inclui áreas como produção de medicamentos, vacinas e insumos farmacêuticos, biofabricação, saúde digital, telessaúde e inteligência artificial .
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) firmou memorando com a autoridade reguladora indiana para troca de informações regulatórias sobre medicamentos, insumos e dispositivos médicos. Já a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou memorandos com laboratórios indianos para pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos considerados estratégicos
Para o presidente Lula, "Brasil e Índia trabalham lado a lado, há décadas, na defesa da equidade no acesso a medicamentos, sobretudo os genéricos, e da soberania sanitária no âmbito da Organização Mundial da Saúde" . O ministro Padilha destacou que os acordos viabilizam "a transferência de tecnologia para fortalecer a produção nacional, gerar emprego e renda e ampliar a autonomia e a segurança dos pacientes brasileiros".
