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Brasil supera média global e atinge 82% de cobertura vacinal contra HPV entre meninas

Desde 2023, o país vem revertendo a tendência de queda na cobertura vacinal, apresentando melhorias em 15 das 16 vacinas infantis ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Da Redação
23/08/25 às 14h14
(Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)

O Brasil registrou um marco importante na saúde pública: 82,83% de cobertura vacinal contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos em 2024, superando expressivamente a média global de 12%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os meninos da mesma faixa etária, a cobertura chegou a 67,26%, representando um avanço significativo na proteção contra o Papilomavírus Humano.

A vacina contra o HPV protege contra diversos tipos de câncer, incluindo colo do útero, ânus, pênis, garganta e pescoço, além de verrugas genitais. Desde 2023, o país vem revertendo a tendência de queda na cobertura vacinal, apresentando melhorias em 15 das 16 vacinas infantis ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O crescimento expressivo foi impulsionado pela retomada do Programa Nacional de Imunizações (PNI), ampliação da oferta de vacinas, vacinação em escolas, mobilizações nacionais e estratégias personalizadas para cada região.

  • Meninas: cobertura passou de 78,42% em 2022 para 82,83% em 2024.
  • Meninos: cobertura subiu de 45,46% para 67,26% no mesmo período — aumento de 22% em dois anos.

A inclusão dos meninos no esquema vacinal representa um avanço importante na proteção coletiva e contribui, inclusive, para reduzir casos de meningite.

Para ampliar a imunização, o Ministério da Saúde implementou uma estratégia de resgate vacinal para adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não haviam tomado a vacina. Até 21 de agosto, mais de 106 mil jovens dessa faixa etária foram imunizados. Estados com maior número de não vacinados, como São Paulo e Rio de Janeiro, começaram a intensificar as ações recentemente, com expectativa de aumento da cobertura.

A pasta também fortalece parcerias com sociedades científicas, ONGs e o Ministério da Educação, promovendo vacinação em escolas, campanhas educativas e combate à desinformação sobre vacinas.

Dose única e impacto na prevenção

Desde 2024, o Brasil passou a adotar o esquema de dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, substituindo o modelo anterior de duas doses, seguindo recomendações internacionais da OMS. A mudança faz parte do compromisso do país com a meta global de eliminar o câncer de colo do útero até 2030, que prevê atingir 90% de cobertura vacinal entre meninas.

Desde 2014, o SUS já distribuiu mais de 75 milhões de doses da vacina, consolidando uma das políticas de imunização mais abrangentes do mundo. O programa também contempla meninos, imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de PrEP e crianças com papilomatose respiratória recorrente.

Para pessoas imunocomprometidas, como vivendo com HIV/AIDS, pacientes oncológicos e transplantados, o esquema segue com três doses, independentemente da idade. Casos de violência sexual e usuários de PrEP entre 15 e 45 anos também devem receber três doses, enquanto crianças e adolescentes vítimas de violência sexual mantêm a recomendação de duas doses.

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