O Ministério da Educação confirmou que a Universidade Indígena terá sede em Brasília, no prédio desativado da antiga Universidade dos Correios, localizado em frente à Universidade de Brasília (UnB).
A decisão prevê também a criação de polos regionais em estados com maior concentração de povos originários, garantindo a instalação de uma unidade em Mato Grosso do Sul.
A primeira etapa será a implantação do campus na capital federal, com reforma da estrutura e contratação de professores. A expectativa é que os cursos tenham início já no próximo ano. Em seguida, serão definidos os locais dos polos em diferentes regiões do país, funcionando como extensões da universidade.
A escolha por Brasília buscou evitar disputas entre estados interessados em sediar a instituição, como Mato Grosso do Sul, Pará e Maranhão. A definição centraliza a sede nacional, ao mesmo tempo em que assegura a presença da universidade em territórios indígenas por meio dos polos regionais.
Em Mato Grosso do Sul, a mobilização pela criação da universidade foi fortalecida em julho, durante um seminário que reuniu representantes de aldeias e municípios. O estado, que concentra uma das maiores populações indígenas do Brasil, já havia manifestado interesse em receber a sede.
A proposta inicial inclui a oferta de cursos de Pedagogia Intercultural e Licenciatura Intercultural, já existentes em instituições de ensino superior do estado. A perspectiva é de ampliar a grade acadêmica ao longo dos anos, atendendo demandas de formação específicas para povos indígenas em diversas áreas do conhecimento.
Com a criação da Universidade Indígena, o Brasil dá um passo histórico na valorização do ensino superior voltado às comunidades tradicionais, promovendo acesso, representatividade e inclusão no sistema educacional.
Com informações de Campo Grande News.
