Um estudo recente da Fiocruz revelou que a exposição a temperaturas extremas, acima de 40ºC, pode aumentar em 50% o risco de morte por doenças como hipertensão, diabetes e Alzheimer entre idosos. A pesquisa abrangeu 466 mil registros de óbitos naturais somente no Rio de Janeiro entre 2012 e 2024 e constatou que 12 das 17 causas de morte analisadas tiveram aumento significativo sob calor extremo.
O levantamento destaca a introdução da métrica “Área de Exposição ao Calor” (AEC), que mede a relação entre o tempo de exposição ao calor e a mortalidade em grupos vulneráveis. Um exemplo preocupante ocorreu em novembro de 2023, quando o índice de calor ultrapassou 44ºC por oito horas, resultando em 151 mortes de idosos no dia seguinte.
João Henrique de Araujo Morais, pesquisador responsável, enfatiza a urgência em implementar políticas públicas para proteger populações em risco, como trabalhadores expostos ao sol. O protocolo de calor do Rio de Janeiro e cidades litoraneas já prevê medidas como pontos de hidratação e suspensão de atividades de risco em situações críticas.
Com informações da Fiocruz*
