O câncer de pulmão, tradicionalmente associado ao tabagismo, também pode atingir pessoas que nunca fumaram. Estudos recentes indicam que 15% dos casos da doença ocorrem em não fumantes, um grupo que recebe menos atenção nos programas de prevenção e rastreamento.
De acordo com especialistas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a redução do tabagismo tem contribuído para a queda da mortalidade por câncer de pulmão. No entanto, os casos em não fumantes exigem atenção especial, pois a doença costuma ser diagnosticada tardiamente. Atualmente, o câncer de pulmão em não fumantes é a sétima maior causa de morte por câncer no mundo, atrás apenas de tumores de pulmão em fumantes, estômago, colorretal, fígado, mama e esôfago.
Entre as possíveis causas estão a poluição ambiental, o tabagismo passivo e exposições ocupacionais, embora ainda não totalmente compreendidas. A falta de suspeição em não fumantes faz com que os sintomas respiratórios persistentes muitas vezes sejam ignorados, retardando o diagnóstico e o início do tratamento.
O tratamento do câncer de pulmão em não fumantes envolve testes moleculares e sequenciamento genético, que identificam mutações adquiridas e orientam terapias direcionadas, frequentemente utilizando medicamentos orais em vez da quimioterapia tradicional.
A detecção precoce e o acompanhamento por um time multidisciplinar, incluindo pneumologista, cirurgião e oncologista, são essenciais para aumentar as chances de sucesso no tratamento e melhorar a sobrevida dos pacientes.
Com informações de Agência Brasil.
