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Consulta pública avalia inclusão da vacina contra herpes-zóster no SUS

Ministério da Saúde discute imunização de idosos a partir de 80 anos e pessoas imunocomprometidas.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
18/09/25 às 10h22
Foto: Arquivo Hojemais Três Lagoas

O Ministério da Saúde abriu uma consulta pública para avaliar a inclusão da vacina contra o herpes-zóster no Programa Nacional de Imunização (PNI) do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta prevê a imunização de idosos com 80 anos ou mais e de indivíduos imunocomprometidos a partir de 18 anos.

A Consulta Pública nº 78 está disponível até 6 de outubro na plataforma Participa + Brasil , permitindo que qualquer pessoa envie opiniões, sugestões ou documentos de apoio, respeitando a privacidade e direitos autorais. Até o momento, foram registradas 75 contribuições.

O herpes-zóster, também conhecido como cobreiro, é causado pela reativação do vírus da catapora (varicela-zóster) e atinge principalmente idosos e pessoas com imunidade baixa. A doença provoca dor intensa, febre, manchas e bolhas na pele, podendo evoluir para neuralgia pós-herpética (NPH) — dor crônica persistente mesmo após a cicatrização das lesões.

Entre 2008 e 2024, o SUS registrou mais de 85 mil atendimentos ambulatoriais e 30 mil internações por herpes-zóster no Brasil. Entre 2007 e 2023, 1.567 mortes foram associadas à doença, sendo a maioria de pessoas com 50 anos ou mais. O tratamento público envolve medicamentos para aliviar sintomas e antivirais, como aciclovir, além de fármacos para NPH, como amitriptilina, carbamazepina e lidocaína em gel.

A vacina proposta é do tipo recombinante adjuvada, contendo uma proteína do vírus varicela-zóster (antígeno gE) combinada ao adjuvante AS01B, administrada em duas doses intramusculares de 0,5 mL, com intervalo de dois meses. Estudos avaliados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) indicam eficácia superior a 80% na prevenção da doença e da NPH, com eventos adversos leves a moderados, como dor no local da aplicação, fadiga, dor muscular, cefaleia e febre.

O principal desafio para a inclusão da vacina no SUS é o alto custo, estimado em R$ 5,2 bilhões em cinco anos. A Conitec concluiu que, apesar da segurança e eficácia comprovadas, o benefício não seria suficiente para justificar o investimento no sistema público.

 

Com informações de Agência Brasil.

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