No dia 29 de setembro, comemora-se o Dia do Coração.
A data é usada para alertar as famílias sobre os problemas cardíacos, que são relativamente comuns entre os recém-nascidos.
No Viver Mais desta semana, conversamos com a Dra. Monike Vital sobre como identificar os sintomas dessas doenças e as formas de preveni-la.
A cada cem bebês nascidos vivos, um é portador de cardiopatia congênita, um grupo de de problemas de saúde que envolvem vários tipos de malformações do coração onde alguns deles são extremamente graves e, sem o tratamento adequado, podem levar à morte em horas após o nascimento.
Segundo a Cardiopediatra Monike Vital, essa é uma malformação que ocorre durante a gestação e existem casos em que a doença só é descoberta quando a criança já está na adolescência.
Viver Mais: Quais são as doenças que podem acometer o coração do bebê?
Dra. Monike Vital: Existem desde doenças muito simples como a persistência do canal arterial e as comunicações interarteriais (conhecidos como “buraquinhos do coração”) que são tratáveis, mas também temos as mais graves como a Síndrome do Ventrículo Esquerdo Hipoplásico (ausência de um lado do coração), que possui uma alta chance de mortalidade.
Viver Mais: Sobre as cardiopatias e cardiopatias congênitas, qual a diferença entre elas?
Dra. Monike Vital: A cardiopatia inclui todas as doenças do coração que podem surgir por meio da hipertensão e diabetes, enquanto a cardiopatia congênita é unicamente formada durante a gestação.
Viver Mais: E quais são as formas de identificar as doenças em bebês?
Dra. Monike Vital: O governo brasileiro instituiu a triagem no coração em todos os hospitais. Com isso, obrigatoriamente, a criança precisa fazer esse exame dentro de 24 a 48 horas após o nascimento. Esse teste possibilita identificar se o bebê possui alguma doença do coração.
Viver Mais: Um adulto que tem a cardiopatia corre o risco de possuir alguma limitação?
Dra. Monike Vital: Se a pessoa já possuir alguma sequela por consequência das cardiopatias mais graves, sim. Alguns, por exemplo, não conseguem praticar exportes como as outras crianças, precisam de medicação, portadores de marca-passo sempre precisarão de acompanhamento médico. Mas como a medicina está em constante evolução, muitas dessas crianças chegam mais longe na fase adulta e com menos sequelas.
“A cada cem bebês nascidos vivos, um é portador de cardiopatia congênita".