Coronavírus em Tempo Real
Atendimento e tratamento COVID-19
Até o momento não há medicamento específico para o tratamento da Infecção Humana pelo novo Coronavírus (COVID-19). No entanto, medidas de suporte devem ser implementadas. No atendimento, deve-se levar em consideração os demais diagnósticos diferenciais pertinentes e o adequado manejo clínico.
Em caso de suspeita para Influenza, não retardar o início do tratamento com Fosfato de Oseltamivir nos pacientes com risco aumentado de complicações, conforme protocolo de tratamento de Influenza.
Casos suspeitos ou confirmados para COVID-19 que não necessitem de hospitalização e o serviço de saúde opte pelo isolamento domiciliar, o médico poderá solicitar RX de tórax, hemograma e provas bioquímicas antes de serem dispensados para o domicílio a depender da avaliação clínica do paciente.
Diagnóstico
O quadro clínico inicial da doença é caracterizado como síndrome gripal, no entanto, casos iniciais leves, subfebris, podem evoluir para elevação progressiva da temperatura e a febre ser persistente além de 3-4 dias, ao contrário do descenso observado nos caso de Influenza. O diagnóstico depende da investigação clínico-epidemiológica e do exame físico.
É recomendável que em todos os casos de síndrome gripal seja questionado o histórico de viagem para o exterior ou contato próximo com pessoas que tenham viajado para o exterior. Essas informações devem ser registradas no prontuário do paciente para eventual investigação epidemiológica.
Diagnóstico Laboratorial
O diagnóstico laboratorial para identificação do vírus COVID-19 é realizado por meio das técnicas de RT-PCR em tempo real e sequenciamento parcial ou total do genoma viral.
Diagnóstico Diferencial
As características clínicas não são específicas e podem ser similares àquelas causadas por outros vírus respiratórios, que também ocorrem sob a forma de surtos e, eventualmente, circulam ao mesmo tempo, tais como influenza, parainfluenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório, adenovírus, outros coronavírus, entre outros.
Definição de Caso De Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG):Indivíduo de qualquer idade, com Síndrome Gripal e que apresente dispneia ou os seguintes sinais de gravidade:
Saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente.
Sinais de desconforto respiratório ou aumento da frequência respiratória avaliada de acordo com a idade.
Piora nas condições clínicas de doença de base.
Hipotensão em relação à pressão arterial habitual do paciente.
Em crianças, além dos itens acima, observar: batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.
Fatores de risco para Complicações:
Grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas sema-nas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal).
Indivíduos que apresentem:Pneumopatias (incluindo asma).
Cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial sistêmica).
Nefropatias.
Hepatopatias.
Doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme).
Distúrbios metabólicos (incluindo diabetes mellitus descompensado).
Transtornos neurológicos que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração (disfunção cognitiva, lesões medulares, epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, atraso de desenvolvimento, acidente vascular cerebral (AVC) ou doenças neuromusculares).
Imunossupressão (incluindo medicamentosa ou pelo vírus da imunodeficiência humana).
Obesidade.
Indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico (risco de síndrome de Reye).
Adultos ? 60 anos.
Crianças < 2 anos.
População indígena.