Quase três anos após o pico da pandemia de coronavírus no Brasil, a covid-19 permanece como a terceira maior causa de casos graves de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Em 2024, foram registradas 643 mortes por complicações pulmonares associadas à síndrome, com o rinovírus e o vírus sincicial respiratório (VSR) sendo os principais responsáveis.
Entre os 4.412 casos com agente causador identificado, o rinovírus liderou com 1.461 casos, representando 33,1% do total. As influenzas A H3N2 e A H1N1 aparecem em quarto e quinto lugares, respectivamente, entre os agentes causadores de SRAG.
Embora o monitoramento da SRAG já fosse realizado anteriormente pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o tema ganhou destaque durante a pandemia. Dados da SES (Secretaria Estadual de Saúde) de Mato Grosso do Sul indicam que crianças e idosos são os mais afetados, com 47,96% dos casos em crianças de 0 a 9 anos. No caso de mortes, 49,3% são de idosos com 70 anos ou mais.
Rinovírus – Causador comum de resfriados, o rinovírus é altamente contagioso e de difícil controle vacinal devido à sua rápida mutação e aos mais de 100 sorotipos existentes. Transmitido por gotículas respiratórias e contato com superfícies contaminadas, ele é menos letal que a covid-19.
Vírus sincicial respiratório (VSR) – Provoca sintomas semelhantes aos de resfriados, mas pode evoluir para bronquiolite e pneumonia em crianças menores de 2 anos e em idosos. Há vacinas disponíveis para gestantes, garantindo proteção aos bebês até os 6 meses, além de um imunizante específico para idosos.
*Campo Grande
