O Hospital Cassems de Campo Grande, cidade distante 328 quilômetros de Três Lagoas, inovou para oferecer um tratamento humanizado às vítimas do novo coronavírus. Profissionais de saúde adotaram um novo formato de identificação, junto aos seus equipamentos de proteção individual (EPIs), eles colocaram uma foto ampliada e sorrindo, estreitando assim a distância criada pelas máscaras.
Segundo a Assessoria de Comunicação da Cassems, a ideia surgiu pelo fato de os colaboradores terem de trabalhar com uma paramentação que cobre por completo seus rostos, o que impede de reconhecê-los.
“Estamos implantando essa ação nas 10 unidades hospitalares do estado, com o objetivo de humanizar o profissional de saúde no atendimento aos pacientes suspeitos ou confirmados com Covid-19”, disse a diretora de Assistência à Saúde da Cassems, Maria Auxiliadora Budib
A diretora salienta que a ação tem o objetivo de trazer o sentimento de empatia para os pacientes.
“O uso de materiais de proteção que encobre corpo e rosto da equipe de saúde faz com que tanto o paciente quanto o profissional tenham um ‘muro’ entre eles. Mostrar o rosto, e, em especial, o sorriso de quem cuida quando está despojado dos equipamentos, aproxima as pessoas, traz empatia e mostra o ser humano ao outro ser humano”, falou Maria Auxiliadora
Para o médico oncologista Fabricio Colacino, e profissional na linha de frente do atendimento aos casos de Covid-19, a paramentação, apesar de necessária em momentos de pandemia, cria uma barreira física entre o médico e o paciente.
“A máscara, o capote e o jaleco criam uma distância entre quem atende e quem é atendido. Então, pensamos no crachá mostrando a nossa face para devolver essa aproximação, levando em consideração o afeto envolvido nessa relação. A foto do profissional de saúde sorrindo cria uma ponte entre o médico e o paciente fragilizando, amenizando a dor, não só da patologia, mas do distanciamento entre as pessoas”, pontuou Colacino