Mesmo com as medidas de segurança reforçadas pela placa padrão Mercosul, casos de clonagem de veículos ainda são registrados em Mato Grosso do Sul. Diante dessas situações, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) divulgou orientações para que os proprietários saibam como proceder ao receber multas ou notificações indevidas, especialmente quando o veículo estava parado ou guardado em casa.
A primeira providência é registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) em uma Delegacia de Polícia e, em seguida, solicitar perícia veicular no Núcleo de Investigações Veiculares (NIV) da Polícia Civil. O Estado conta com 12 unidades do NIV, distribuídas em Campo Grande, Aquidauana, Coxim, Corumbá, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã, Paranaíba e Três Lagoas.
Após a vistoria, o proprietário deve comparecer a uma agência do Detran-MS com um requerimento solicitando a troca da placa do veículo. Um processo administrativo é então aberto para apuração e regularização da situação. Entre os documentos exigidos, estão cópias do documento pessoal, CPF, CRLV-e, notificação indevida (se houver), fotos do veículo original, laudo da vistoria e laudo pericial do Instituto de Criminalística.
As multas e pontuações geradas pelo veículo dublê são canceladas após a confirmação da clonagem. O proprietário, no entanto, deve estar com demais débitos e taxas em dia e arcar com a emissão do novo documento e a estampagem da nova placa.
Após a substituição, a placa antiga recebe uma restrição administrativa de “suspeita de clonagem” e passa a ser monitorada pelo Centro Integrado de Segurança Viária (CISV), além de outros órgãos policiais.
O Detran reforça a importância de agir rapidamente em casos suspeitos, garantindo a segurança e a regularização do veículo.
