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Estresse vivenciado pela Covid-19 pode deixar sequelas psicológicas

O psicólogo Sidney Antônio Muniz explica que a saúde mental de pessoas acometidas pela infecção do coronavirus sofre grandes impactos devido ao isolamento e ao medo da morte

Danielle Brito  - Hojemais Três Lagoas
01/08/21 às 11h54

A batalha contra o novo coronavírus pode não estar completamente vencida após a alta hospitalar. Muitos pacientes enfrentam ainda a síndrome pós Covid, isso porque alguns sintomas físicos e psicológicos podem estar presentes por meses, comprometendo a qualidade de vida dos “recuperados”.

O psicólogo Sidney Antônio Muniz explica que a saúde mental de pessoas acometidas pela infecção do coronavirus sofre grandes impactos devido ao isolamento e ao medo da morte. Até o momento, a depressão e a ansiedade foram prevalentes em pacientes no pós Covid.O abalo emocional prejudica a rotina profissional e dentro de casa.

“O que nós psicólogos temos observados em pessoas acometidas pela Covid-19 é uma característica semelhante com o estresse pós-traumático, que traz em termos de sintomas emocionais e comportamentais, via de regras o que a pessoa não tinha antes, como o medo de sair de casa, de estarem com pessoas, medos que causam limitações de relacionamento e de fazer coisas habituais de sua rotina, levando assim a uma certa  ansiedade e tristeza que não faziam parte do sistema emocional”, explicou Muniz

O psicólogo chama atenção também para as questões fisiológicas ou neurológicas, desse paciente que teve a contaminação pelo novo coronavirus.

“ Alguns pacientes tendem a ter lentidão dos pensamentos, dificuldade de raciocínio, é como se a pessoa perdesse o controle da vida, levando a um estágio de angústia”, falou o psicólogo. 

Muniz salientou que é característico desse estresse pós-traumático, a depressão, tristeza, dificuldade para fazer as coisas ou não querer fazer, optar por ficar sozinha, angústia e ansiedade. 

“A pessoa acometida pela Covid-19 lida com uma doença  que pode levá-la a morte. Mesmo sabendo que o índice de pessoas recuperadas  é maior do que o números de óbitos, ela sofre com o medo e a insegurança”, concluiu o psicólogo. 

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