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Fevereiro Laranja é o mês de conscientização sobre as leucemias

Saiba o que é a doença, seus tipos, tratamentos e importância da doação de medula óssea.

Isabele Araujo - Hojemais Três Lagoas
08/02/23 às 07h08

O Fevereiro Laranja é o mês escolhido para a conscientização sobre as leucemias , um tipo de câncer no sangue. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), durante o período de 2020 e 2022, a previsão de diagnósticos no Brasil chegaria a mais de 10 mil casos de leucemia.

Ao Hojemais Três Lagoas, a médica hematologista Dábada Canuto explicou o que é a doença e a importância deste mês com campanhas destinadas para ao diagnóstico e combate à leucemia.

“Leucemia é conhecida como o câncer das células do sangue, se manifesta a partir da medula óssea (que é a fábrica do sague) e sua origem é incerta. A doença atinge os leucócitos, que são as células responsáveis pela defesa do nosso organismo ”, Dábada explica.

Com essas células atingidas, a imunidade do paciente fica prejudicada e, em decorrência disso, aparecem as infecções. Conforme informa o Inca, existem vários tipos de leucemia, mais de 12, e as principais formas são leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (CLL).

Dra. Dábada Canuto. (Foto: Arquivo Pessoal)

A médica especialista fala sobre as divisões das leucemias em dois grupos, as leucemias agudas e as leucemias crônicas , e os sintomas dependem de cada tipo. “Na forma aguda, a doença avança mais rapidamente; o paciente começa a apresentar cansaço, fraqueza, perda de peso, palidez, manchas roxas pelo corpo, às vezes sangramento gengival, há poucos dias ou há poucas semanas; pode ter febre ou alguma infecção associada.”

Enquanto na crônica, “os sintomas se instalam mais lentamente, podendo no início do quadro ser assintomático; com o passar dos meses (em alguns casos anos) é que o paciente começa a referir fraqueza, palidez, aumento do volume abdominal e/ou de gânglios (ínguas)”, diferencia Dábada.

Este mês dedicado a conscientização sobre o câncer no sangue é fundamental para que mais pessoas façam exame de rotina e para que seja possível obter um diagnóstico precoce, podendo facilitar a cura da doença.

Sobre isso, a Dra. Canuto destaca que a leucemia ainda é, infelizmente, uma doença pouco falada. “É um câncer que pode acontecer em qualquer momento da vida, inclusive a leucemia aguda é o tipo de câncer mais comum na infância. Conscientizar sobre a leucemia é importante para a população ficar atenta e procurar ajuda médica se não estiver se sentindo bem.”

O tratamento da leucemia vai depender do tipo e da classificação de risco. Uma das formas de tratamento é o transplante de medula óssea. “Nesses casos, há a substituição de uma medula óssea doente por células normais de outra medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável”, a hematologista explica o tratamento.

“Para alguns pacientes, o transplante é a única terapêutica curativa, é a esperança da vida”, acrescenta a médica. Durante o processo, é investigado a chance de compatibilidade entre os familiares do paciente. Caso ninguém próximo seja compatível, é realizada uma busca no banco de doadores de medula óssea.

O REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), é um banco de dados brasileiro, financiado pelo Ministério da Saúde e coordenado pelo Inca, que reúne informações de possíveis doadores para quem precisa de transplante de medula óssea.

Para Dra. Canuto, “a integração desses bancos eleva a possibilidade de se encontrar doadores compatíveis. Então, resumindo, a importância da doação de medula óssea é a possibilidade de salvar vidas .”

Como se tornar um doador de medula óssea?

Para se voluntariar, basta ir ao Banco de Sangue de sua cidade e informar que gostaria de ser doador de medula óssea. Um cadastro é realizado no REDOME e uma amostra de seu sangue é coletado para um exame de tipagem HLA.

Segundo o Ministério de Saúde, é necessário:

  • Ter entre 18 e 35 anos de idade;
  • Estar em bom estado de saúde;
  • Não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue (como infecção pelo HIV ou hepatite);
  • Não apresentar história de doença neoplásica (câncer), hematológica ou autoimune (como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide).
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