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Fiscalização desmonta esquema de envio ilegal de canetas emagrecedoras em MS

Foram apreendidas 2.071 unidades de produtos irregulares, entre canetas emagrecedoras, anabolizantes, ampolas e comprimidos anorexígenos.

Da Redação
08/02/26 às 09h25
(Foto: André Lima/SES)

Uma força-tarefa de fiscalização formada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), Correios, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e outros órgãos parceiros está desmontando uma rota de envio ilegal de medicamentos e produtos sujeitos à vigilância sanitária em Mato Grosso do Sul.

Somente entre os dias 2 e 4 deste mês, foram apreendidas 2.071 unidades de produtos irregulares, entre canetas emagrecedoras, anabolizantes, ampolas e comprimidos anorexígenos à base de lisdexanfetamina, oriundos do Paraguai.

Os produtos não possuíam registro na Anvisa e eram comercializados sem documentação fiscal. Para burlar a fiscalização, os itens estavam ocultos em encomendas postais, disfarçados em meio a presentes e objetos como bolsas e copos térmicos, camuflados em erva de tereré, frascos de óleo e creme hidratante, além de escondidos em embalagens de alimentos, como sacos de feijão, e materiais escolares.

A operação é realizada de forma integrada pela Vigilância Sanitária Estadual, Anvisa, CVPAF-MS (Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras de Mato Grosso do Sul), CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia) e Correios. As ações intensivas de fiscalização seguirão durante todo o mês.

Durante as apreensões, as encomendas foram identificadas por meio de inspeção por raio-X no fluxo postal e retidas pela Gerência de Segurança Empresarial dos Correios, devido a irregularidades sanitárias e condições inadequadas de transporte e armazenamento. Muitos dos medicamentos exigem refrigeração entre 2°C e 8°C, o que não foi respeitado, configurando risco adicional à saúde dos consumidores.

A SES alerta que a comercialização e o envio de medicamentos não nacionalizados, sem registro sanitário e sem comprovação de origem, representam grave risco à saúde pública. Sem controle sanitário, esses produtos podem ter composição desconhecida, armazenamento inadequado e ausência de critérios mínimos de qualidade e segurança.

Diante da disseminação do problema em todo o país, a Anvisa iniciou 2026 com intensificação das fiscalizações. Em Mato Grosso do Sul, foi instituída uma força-tarefa permanente por meio do programa Visa Protege, com ações conjuntas envolvendo Anvisa, CRF/MS, Polícia Civil e Correios. A operação teve início nesta semana, com fiscalização diária nos Correios, e deve ser ampliada para transportadoras, aeroportos e rodovias federais e estaduais.

As autoridades reforçam o alerta: comprar medicamentos pela internet ou recebê-los por correspondência, sem registro na Anvisa, coloca a saúde em risco. A recomendação é sempre buscar orientação médica e adquirir medicamentos apenas em estabelecimentos regulares e autorizados.

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