O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande, recebeu neste sábado (14) os equipamentos destinados aos serviços de radioterapia e braquiterapia, avaliados em aproximadamente R$ 4 milhões. Embora o recebimento represente um avanço importante na luta contra o câncer no estado, os aparelhos só devem começar a operar em 2026, já que o setor onde funcionarão ainda está em obras.
A instalação dos equipamentos depende da conclusão da construção de um espaço específico, que inclui um bunker — estrutura reforçada e blindada necessária para o funcionamento do acelerador linear. Segundo atualização divulgada pelo Ministério da Saúde em maio, as obras já atingiram cerca de 70% de conclusão.
A construção do setor enfrentou um longo período de paralisação: ficou parada por mais de 10 anos devido a uma disputa judicial entre a União e a empreiteira inicialmente contratada. Somente no final de 2023 os trabalhos foram retomados, com recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal.
Os equipamentos chegaram ao hospital neste sábado e foram descarregados com o auxílio de um guindaste. Por enquanto, estão armazenados provisoriamente em uma área em reforma da unidade.
Expansão da radioterapia no Estado
Além do HRMS, outras instituições de saúde também serão beneficiadas com investimentos em radioterapia. O Hospital do Câncer Alfredo Abrão, também em Campo Grande, receberá um novo acelerador linear avaliado em R$ 9,1 milhões. A maior parte do investimento — 88% — será financiada pelo Ministério da Saúde, enquanto a unidade hospitalar arcará com os 12% restantes como contrapartida.
O equipamento, fabricado na Inglaterra, representa um salto tecnológico na área de oncologia. Mais preciso e eficiente, o novo acelerador é capaz de reduzir o número de sessões necessárias por paciente, ao concentrar a radiação de forma mais dirigida e segura.
Projeto oncológico em Três Lagoas
O Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, em Três Lagoas, a 327 km da capital, também está incluído no plano de expansão da rede oncológica. A instituição possui um projeto em andamento para criação de um centro especializado no tratamento do câncer, que inclui a instalação de um acelerador linear e a construção de ambientes específicos para tratamentos oncológicos.
Com esses investimentos, o Mato Grosso do Sul avança na oferta de tratamentos mais modernos e acessíveis à população, especialmente em regiões onde a carência por atendimento especializado é maior. A expectativa é que, com a conclusão das obras e a entrada em operação dos novos equipamentos, o tempo de espera para tratamento oncológico seja reduzido de forma significativa em todo o estado.
*Com informações do Campo Grande News
