“Para mudar essa realidade, é essencial desconstruir essas ideias, quebrar os tabus e reforçar que o bem-estar mental é tão importante quanto o físico. Isso pode ser alcançado se falarmos abertamente sobre o tema, levando informação à população sobre os transtornos mentais, seus sintomas e onde buscar auxílio”, afirma Tokuda.
Na visão da professora Dra. Raquel Silva Barreto, do curso de Psicologia da UFMS em Paranaíba, há um grande estigma envolvendo a conversa sobre saúde mental. Conforme a doutora, algumas pessoas ainda têm a falsa ideia de que o cuidado físico é mais importante ou de que a busca por psicoterapia é, como dizem no senso comum, "coisa de louco".
“A população precisa entender que a depressão ou outros transtornos não são falta de fé. Além disso, é necessário buscar fontes verdadeiras, fora das 'receitas mágicas' de tratamentos.
A desinformação, muitas vezes, atrasa a busca por ajuda”, compartilha a Doutora em Saúde Pública.
O tabu é, segundo a professora, algo que vem mudando de acordo com as gerações, “entre os adolescentes e jovens temos observado que a abertura para o tema, assim como para a busca por um profissional da área é maior, o que é ótimo. Entre os adultos e idosos ainda há barreiras e, falar sobre psicoterapia com determinados grupos soa como um tabu.”