O Ministério da Educação (MEC) irá realizar, no primeiro semestre de 2026, uma pesquisa nacional para avaliar os impactos da lei federal que restringe o uso de celulares nas escolas.
A legislação, em vigor desde 13 de janeiro de 2025, completa um ano nesta terça-feira (13) e tem como objetivo reduzir distrações, fortalecer o engajamento pedagógico e promover um ambiente escolar mais saudável.
O levantamento pretende analisar como a norma vem sendo aplicada nos diferentes sistemas de ensino do país e quais efeitos vêm sendo observados na rotina escolar, no comportamento dos estudantes e no processo de aprendizagem.
A medida foi implementada em meio ao aumento do tempo de exposição às telas no Brasil e às preocupações com os impactos desse hábito no desenvolvimento de crianças e adolescentes, incluindo dificuldades de concentração, aumento da ansiedade e prejuízos à interação social. Dados educacionais apontam que uma parcela significativa dos estudantes relatava distrações frequentes durante as aulas em função do uso do celular.
Desde a adoção da restrição, redes de ensino e profissionais da educação vêm observando mudanças no ambiente escolar, como maior atenção em sala de aula, ampliação da participação dos alunos nas atividades propostas e retomada de práticas de registro manual, reduzindo a dependência do uso de imagens para acompanhamento dos conteúdos.
Também foram registradas transformações na convivência entre os estudantes, com maior interação durante os intervalos, incentivo a atividades coletivas, jogos e socialização direta, fortalecendo vínculos e habilidades socioemocionais.
Especialistas avaliam que, embora a restrição seja positiva para reduzir excessos, o uso pedagógico da tecnologia continua sendo relevante quando aplicado de forma planejada, crítica e responsável, especialmente em atividades que envolvam produção de conteúdo, leitura de informações, educação midiática e desenvolvimento do pensamento crítico.
Para apoiar a implementação da lei, o MEC disponibilizou materiais orientativos, como guias práticos, planos de aula e conteúdos educativos voltados à conscientização sobre o uso adequado de dispositivos eletrônicos no ambiente escolar.
Os resultados da pesquisa deverão subsidiar futuras políticas públicas educacionais e possíveis ajustes na aplicação da norma em todo o país.
Com informações de Agência Brasil.
