O Ministério da Saúde divulgou que a vacina contra o HPV será administrada em dose única, substituindo o esquema anterior de duas doses. A medida visa proporcionar proteção vitalícia contra diversos tipos de doenças e cânceres associados ao vírus, incluindo o câncer de colo do útero, principal causa de morte entre mulheres.
A ministra Nísia Trindade destacou, em suas redes sociais, a importância dessa decisão para evitar riscos futuros para crianças e jovens.
Baseada em estudos científicos e orientações da Organização Mundial da Saúde, a mudança para uma única dose foi adotada visando ampliar a eficácia da imunização. No ano anterior, o número de doses aplicadas aumentou significativamente, alcançando 5,6 milhões, representando um aumento de 42% em comparação a 2022.
A vacinação é recomendada pelo Ministério da Saúde para meninos e meninas de 9 a 14 anos, vítimas de abuso sexual entre 15 e 45 anos que ainda não foram vacinados, bem como para pessoas vivendo com HIV, transplantadas ou pacientes oncológicos entre 9 e 45 anos. Além disso, foi enfatizada a importância de uma busca ativa por jovens até 19 anos que ainda não receberam nenhuma dose do imunizante.
O HPV é uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) mais comuns, com mais de 200 tipos conhecidos. Dois desses tipos são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero, uma das principais causas de mortalidade entre as mulheres. Estimativas revelam que aproximadamente 17 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de colo do útero anualmente no Brasil.
Fonte: Ministério da Saúde/Agência Gov
