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Ministério da Saúde diversifica oferta de preservativos no SUS

Além da camisinha tradicional, agora estarão disponíveis as versões texturizada e fina, desenvolvidas para aumentar a adesão ao uso, especialmente entre jovens, e reforçar a prevenção contra HIV.

Da Redação
13/08/25 às 16h38
(Foto: Divulgação)

O Ministério da Saúde começou a distribuir gratuitamente dois novos modelos de preservativos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além da camisinha tradicional, agora estarão disponíveis as versões texturizada e fina, desenvolvidas para aumentar a adesão ao uso, especialmente entre jovens, e reforçar a prevenção contra HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O uso do preservativo também ajuda a evitar gestações não planejadas.

A diversificação da oferta busca estimular o uso contínuo e correto, atendendo diferentes preferências da população e tornando o preservativo mais atrativo. A ação é resposta à queda no uso — identificada pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE 2019) e por relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS/2024) — e à baixa solicitação por estados e municípios após a pandemia de Covid-19.

Os novos modelos têm embalagens modernas, mantendo a mesma eficácia de proteção. A expectativa é distribuir 400 milhões de unidades em 2025. Até então, o SUS oferecia apenas dois tipos: camisinha masculina (látex) e feminina (látex ou borracha nitrílica).

A iniciativa integra a estratégia de Prevenção Combinada, que inclui uso de preservativos, gel lubrificante, profilaxias pré e pós-exposição (PrEP e PEP), diagnóstico e tratamento de HIV e outras ISTs, vacinação e ações de promoção da saúde sexual e reprodutiva. Os preservativos podem ser retirados gratuitamente em Unidades Básicas de Saúde, sem exigência de documento e sem limite de quantidade.

Uso de preservativos no Brasil

Segundo a PNS (2019), entre pessoas com 18 anos ou mais que tiveram relações sexuais no último ano:

  • 22,8% usam camisinha em todas as relações;
  • 17,1% usam às vezes;
  • 59% nunca usam.

O Ministério da Saúde reforça que o preservativo é o método mais eficaz contra o HIV e outras ISTs. Ainda não há confirmação da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) sobre a chegada das novas versões ao estado.

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