O Ministério da Saúde recebeu, na última sexta-feira (19), no Aeroporto de Guarulhos (SP), as primeiras unidades do implante subdérmico contraceptivo de etonogestrel, conhecido como Implanon. A entrega foi acompanhada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou a chegada de mais de 100 mil implantes e 100 kits de treinamento para profissionais da rede pública.
Segundo o Ministério, o novo método apresenta vantagens em relação aos já disponíveis, pois oferece alta eficácia e longa duração, podendo atuar no organismo por até três anos sem necessidade de manutenção.
Estão previstos 1,8 milhão de dispositivos até 2026, sendo 500 mil somente neste ano. O investimento chega a R$ 224 milhões.
A distribuição para os estados e o Distrito Federal deve começar em outubro de 2025, priorizando regiões com maiores índices de vulnerabilidade e gravidez na adolescência.
A chegada do implante será acompanhada por Oficinas de Qualificação para a Implementação do Implante Subdérmico, que ocorrerão entre outubro e dezembro de 2025 em todo o país.
Os kits de treinamento incluem aplicador, placebo do implante, braço anatômico e pele simulada. Além dos profissionais de saúde, gestores também participarão para planejar a implementação nos territórios.
Sobre o método
- O Implanon é classificado como LARC (contraceptivo reversível de longa duração).
- Atua por até 3 anos, após a remoção, a fertilidade retorna rapidamente.
- Já disponível no SUS: preservativos, DIU de cobre, pílulas orais, injetáveis hormonais, laqueadura tubária e vasectomia.
- Entre esses, apenas preservativos protegem contra ISTs.
A incorporação do Implanon ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi aprovada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) em julho de 2025. Desde então, o Ministério tem trabalhado na atualização de diretrizes clínicas, aquisição do insumo e capacitação das equipes.
