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OMS alerta para nova variante mais perigosa da mpox

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre uma nova e mais perigosa variante da mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos.

Da redação  - Hojemais Três Lagoas
28/06/24 às 14h23
Imagem: Gov.br

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre uma nova e mais perigosa variante da mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, atualmente em surto na República Democrática do Congo desde 2002

A OMS informou que a República Democrática do Congo tem enfrentado um surto de mpox desde 2022, com uma intensa transmissão do vírus entre humanos, levando à descoberta de uma nova variante desconhecida até o momento. Segundo a OMS, a taxa de letalidade da nova variante 1b na África Central chega a mais de 10% entre crianças pequenas, enquanto a variante 2b, que causou uma epidemia global em 2022, apresentou uma taxa de letalidade inferior a 1%.

Atualmente, a OMS contabiliza mais de 95 mil casos confirmados da doença em 117 países e mais de 200 mortes. “É um número impressionante quando se considera que apenas alguns milhares de casos de mpox haviam sido relatados anteriormente em todo o mundo, e agora estamos nos aproximando de 100 mil casos”, destacou Rosamund Lewis, líder técnica sobre varíola dos macacos do Programa de Emergências Globais da OMS.

Lewis acrescentou que um surto específico, registrado desde setembro de 2023 na província de Kivu do Sul, no leste da República Democrática do Congo, é causado por uma cepa de mpox com mutações não documentadas anteriormente. “Essas mutações sugerem que o vírus está sendo transmitido exclusivamente de humano para humano”, explicou.

Rosamund também mencionou que a epidemia global de mpox em 2022 teve uma característica incomum: a transmissão do vírus ocorreu predominantemente por via sexual. Dados recentes da OMS indicam que um terço dos casos da nova variante 1b foi identificado entre profissionais do sexo. Há evidências de que a infecção em mulheres grávidas pode ter sérios impactos no feto.

Quando questionada sobre o risco de uma maior transmissibilidade da doença e uma possível nova propagação global, Rosamund respondeu: “Sim, o risco claramente existe. Já vimos isso antes e sabemos que é possível. A variante 2b se espalhou globalmente em 2022.”

“Estamos observando a transmissão da variante 1 por contato sexual em áreas com alta densidade populacional e grande fluxo de pessoas cruzando fronteiras. Estamos apoiando os países para que estejam alertas naquela região”, afirmou Rosamund, citando medidas como vigilância de casos, detecção precoce e capacidade laboratorial, além da possível imunização contra a doença.

A doença

A mpox é uma zoonose viral. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animais selvagens infectados, pessoas infectadas e materiais contaminados. Os sintomas geralmente incluem erupções cutâneas, linfonodos inchados, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza.

De acordo com o Ministério da Saúde, o período de incubação varia de três a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Após a queda das crostas na pele, a pessoa infectada deixa de transmitir o vírus. As erupções na pele geralmente surgem dentro de um a três dias após o início da febre, mas podem aparecer antes.

As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, e podem formar crostas que secam e caem. O número de lesões pode variar de poucas a milhares, concentrando-se no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, incluindo a boca, olhos, órgãos genitais e ânus.

Emergência

Em maio de 2023, a OMS declarou que a mpox não constituía mais uma emergência de saúde pública de importância internacional, uma semana após rebaixar o status da covid-19. A OMS havia declarado a mpox como uma emergência global em julho de 2022 devido ao surto em diversos países.

“Assim como com a covid-19, o fim da emergência não significa que o trabalho acabou. A mpox continua a representar desafios significativos de saúde pública que precisam de uma resposta robusta, proativa e sustentável”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Casos relacionados a viagens, registrados em todas as regiões, demonstram a ameaça contínua. Existe um risco particular para pessoas que vivem com infecção por HIV não tratada. É essencial que os países mantenham sua capacidade de teste e esforços de resposta, avaliem os riscos, quantifiquem as necessidades de resposta e ajam prontamente quando necessário”, concluiu Tedros em 2023.

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