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Parque do Pombo realiza monitoramento inédito de Tatu-Canastra

Espécie ameaçada de extinção será rastreada para conservação e estudo de corredores ecológicos.

Da redação - Hojemais Três Lagoas
10/01/25 às 08h49
Imagem: Prefeitura de Três Lagoas

Na madrugada de 8 de janeiro, o Parque Natural Municipal do Pombo registrou um marco na preservação do Cerrado. Uma fêmea adulta de tatu-canastra, espécie ameaçada de extinção, foi capturada para monitoramento por GPS, em iniciativa do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA).  

Com 34 quilos e 1,45 metro, a fêmea vinha sendo registrada por armadilhas fotográficas desde 2022. Gabriel Massocato, coordenador do Projeto Tatu-canastra, destacou a relevância do rastreamento: “Com os transmissores de GPS, entenderemos o uso da paisagem dentro e fora do parque, além de identificar corredores ecológicos essenciais para a conectividade com outros fragmentos de Cerrado.”  

O projeto, que já monitora tatus-canastra no Pantanal desde 2010, expande sua atuação para o Cerrado, permitindo análises comparativas entre biomas. Arnaud Desbiez, presidente do ICAS, explica que os dados ajudarão a priorizar áreas críticas ao redor do parque e a mitigar impactos da matriz agrícola sobre a espécie.  

O Parque desempenha um papel estratégico na preservação do Cerrado. Além do tatu-canastra, espécies como o cachorro-vinagre, o lobo-guará e a onça-parda já foram registradas. A instalação de 80 câmeras desde 2020 tem sido fundamental para o levantamento de biodiversidade.   

Conhecido como o maior tatu do mundo, o tatu-canastra (Priodontes maximus) é crucial para o equilíbrio ecológico. Suas tocas abrigam centenas de espécies, promovendo micro-habitats e biodiversidade. Contudo, sua maturidade sexual tardia e baixo índice reprodutivo tornam sua conservação urgente.  

O monitoramento incluirá análises de saúde e comportamento, e os resultados serão usados para sensibilizar comunidades locais sobre a importância da preservação. “O trabalho conjunto entre o ICAS, a SEMEA e a comunidade é um passo essencial para proteger a espécie e o bioma,” concluiu Desbiez.  

O projeto reforça o papel do Parque do Pombo como um refúgio de biodiversidade e um símbolo de esperança para a preservação do Cerrado.

Imagem: Prefeitura de Três Lagoas
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