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Período de maior atividade dos escorpiões acende alerta em MS

Com mais de 3,4 mil ocorrências em 2025, Estado entra em período crítico e amplia ações de prevenção e atendimento contra acidentes com escorpiões.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
11/08/25 às 08h46
Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) alerta para o início do período de maior atividade dos escorpiões no Estado. Entre agosto e novembro, quando as temperaturas e a umidade aumentam, cresce significativamente o número de acidentes.

De janeiro a julho de 2025, já foram registrados 3.436 casos no Estado, e a expectativa é de crescimento nas próximas semanas. Nos últimos cinco anos, o cenário mostra alta constante: foram 2.952 notificações em 2020 e 5.303 em 2023. Campo Grande lidera os casos, seguida por Três Lagoas e Dourados.

A sazonalidade está ligada a fatores ambientais, como o aumento da temperatura e da umidade, que favorecem a atividade e o período reprodutivo dos escorpiões.

Foto: Reprodução/Helton Davis/SES

Casos graves concentram-se em crianças

Embora a maioria das ocorrências seja de baixa gravidade, 60% dos casos graves envolvem crianças menores de 10 anos. Duas mortes foram registradas em 2025.

Para garantir atendimento rápido, a SES reforçou a estrutura da rede hospitalar com a distribuição de soro antiescorpiônico em unidades de referência de todas as regiões do Estado.

Soro disponível em 67 municípios

O soro está disponível em unidades hospitalares de 67 cidades de Mato Grosso do Sul, incluindo hospitais estratégicos como o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, além de unidades em Três Lagoas, Corumbá e Dourados.

A população e os profissionais de saúde também contam com o Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica), que oferece orientações técnicas em casos de acidentes com animais peçonhentos.

Monitoramento e prevenção

O acompanhamento é realizado pela Vigilância em Saúde Ambiental, com dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Além dos escorpiões, o órgão monitora outros animais peçonhentos, como cobras e abelhas, que também têm maior atividade nos meses quentes.

O Tityus serrulatus , uma das espécies de escorpião-amarelo encontradas no Estado, pode causar acidentes graves e até óbitos, especialmente em crianças. Embora seja impossível erradicar a população do animal, é possível reduzir riscos com prevenção.

Medidas recomendadas para evitar acidentes:

  • Manter camas afastadas das paredes;
  • Evitar que cobertores encostem no chão;
  • Conferir roupas, lençóis e calçados antes de usar;
  • Fechar ralos e tampar pias e tanques;
  • Evitar acúmulo de entulhos e materiais que sirvam de abrigo;
  • Controlar baratas, principal alimento dos escorpiões, com dedetização periódica a cada 3 a 6 meses.

A SES reforça que a educação ambiental e as práticas preventivas são fundamentais para reduzir acidentes e proteger principalmente as crianças.

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