Casos graves concentram-se em crianças
Embora a maioria das ocorrências seja de baixa gravidade, 60% dos casos graves envolvem crianças menores de 10 anos. Duas mortes foram registradas em 2025.
Para garantir atendimento rápido, a SES reforçou a estrutura da rede hospitalar com a distribuição de soro antiescorpiônico em unidades de referência de todas as regiões do Estado.
Soro disponível em 67 municípios
O soro está disponível em unidades hospitalares de 67 cidades de Mato Grosso do Sul, incluindo hospitais estratégicos como o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, além de unidades em Três Lagoas, Corumbá e Dourados.
A população e os profissionais de saúde também contam com o Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica), que oferece orientações técnicas em casos de acidentes com animais peçonhentos.
Monitoramento e prevenção
O acompanhamento é realizado pela Vigilância em Saúde Ambiental, com dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Além dos escorpiões, o órgão monitora outros animais peçonhentos, como cobras e abelhas, que também têm maior atividade nos meses quentes.
O
Tityus serrulatus
, uma das espécies de escorpião-amarelo encontradas no Estado, pode causar acidentes graves e até óbitos, especialmente em crianças. Embora seja impossível erradicar a população do animal, é possível reduzir riscos com prevenção.
Medidas recomendadas para evitar acidentes:
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Manter camas afastadas das paredes;
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Evitar que cobertores encostem no chão;
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Conferir roupas, lençóis e calçados antes de usar;
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Fechar ralos e tampar pias e tanques;
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Evitar acúmulo de entulhos e materiais que sirvam de abrigo;
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Controlar baratas, principal alimento dos escorpiões, com dedetização periódica a cada 3 a 6 meses.
A SES reforça que a educação ambiental e as práticas preventivas são fundamentais para reduzir acidentes e proteger principalmente as crianças.