O uso do celular por pedestres, para verificar notificações, atender chamadas ou navegar pelas redes, é extremamente comum. Entretanto, tal atitude pode ser prejudicial para os caminhantes e, por isso, foi estudada por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Segundo o coordenador da pesquisa, bem como professor do Instituto de Saúde Integrada, Gustavo Christofoletti, o objetivo do trabalho é avaliar as consequências do uso do aparelho em diferentes situações, sendo que, "O objetivo é ver o impacto do uso do celular sobre o equilíbrio estático e dinâmico das pessoas, tanto na atividade de digitação de mensagens quanto na conversação, paradas em pé ou durante caminhada." O professor afirmou ainda que a medida busca alertar sobre o risco de se realizar tarefas duplas.
Em resultados já observados pelos pesquisadores, e publicados em periódicos, foi possível constatar que o uso de celular interfere na marcha dos pedestres, além de gerar riscos em travessias, além de poder causar erros de decisão, redução na velocidade e dificuldades na elaboração das mensagens.
Os estudos mostram que, tanto jovens quanto idosos são afetados pelo uso do celular, entretanto, os idosos são ainda mais prejudicados, graças às alterações naturais causadas pelo envelhecimento.
A pesquisa contou com a participação de 100 participantes, divididos em grupos para a análise com ou sem o celular, em ambiente controlado e em ruas públicas, com a presença de obstáculos, irregularidades de calçadas e outras situações reais. Os grupos são compostos por voluntários de idades e condições físicas distintas, a fim de avaliar os fatores que estão mais associados ao desequilíbrio.
A pesquisa é desenvolvida por professores e alunos do mestrado e do doutorado da UFMS e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). O projeto conta com diversos equipamentos essenciais e recebe apoio da Fundect, sendo que, mais recentemente, foi selecionado para receber recursos na Chamada Universal do CNPq.
