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Pesquisas brasileiras avançam em diagnóstico precoce do Alzheimer com exame de sangue

Pesquisas brasileiras avançam em diagnóstico precoce do Alzheimer com exame de sangue.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
16/10/25 às 10h41
Foto: Reprodução

Pesquisadores brasileiros deram um passo importante na detecção precoce do Alzheimer, ao confirmar a eficácia de um exame de sangue capaz de identificar a doença com alto nível de precisão. O estudo, apoiado pelo Instituto Serrapilheira, indica que a proteína p-tau217 é o principal biomarcador para diferenciar pessoas saudáveis daquelas que apresentam o quadro da doença.

Atualmente, o diagnóstico do Alzheimer no Brasil é feito por meio de exames invasivos, como o exame de líquor, que requer punção lombar, e o exame de imagem (tomografia), ambos de difícil acesso e alto custo, especialmente para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A nova metodologia, por ser simples e menos onerosa, pode representar uma revolução no diagnóstico e no acompanhamento da doença no país.

O estudo analisou dados de 59 pacientes e comparou os resultados com o “padrão ouro” do líquor, obtendo confiabilidade superior a 90%, conforme padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa envolveu 23 cientistas, sendo oito brasileiros, entre eles o pesquisador Eduardo Zimmer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Trabalhos semelhantes, conduzidos por grupos do Instituto D’Or e da UFRJ, chegaram às mesmas conclusões, comprovando a consistência dos resultados em diferentes regiões do país.

Os achados foram publicados na revista Molecular Psychiatry e reforçados por uma revisão internacional divulgada na Lancet Neurology, em setembro. O objetivo agora é ampliar os testes e viabilizar a implementação no SUS, tornando o exame acessível à população em larga escala.

No Brasil, estima-se que 1,8 milhão de pessoas vivam com Alzheimer, segundo o Relatório Nacional sobre Demência (2024). A previsão é que o número triplique até 2050, o que torna o diagnóstico precoce uma prioridade de saúde pública.

O estudo também destacou fatores de risco associados ao avanço da doença, como a baixa escolaridade, apontada como um dos principais elementos ligados ao declínio cognitivo. Segundo os pesquisadores, a educação formal cria mais conexões neurais, fortalecendo o cérebro contra os efeitos do envelhecimento.

Embora exames semelhantes já estejam disponíveis na rede privada, com custo médio de R$ 3,6 mil, os cientistas brasileiros buscam uma alternativa nacional gratuita e de alta eficiência. Os resultados finais da pesquisa devem ser divulgados em até dois anos, com previsão de início dos estudos em pessoas acima de 55 anos, grupo considerado de risco para o desenvolvimento inicial da doença.

O avanço representa um marco na ciência médica brasileira, que pode transformar a forma como o Alzheimer é diagnosticado e tratado, reduzindo o tempo entre os primeiros sinais e o início do tratamento adequado.

 

Com informações de Agência Brasil.

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