A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou que os planos de saúde particulares passem a oferecer, de forma obrigatória, a cobertura do implante contraceptivo hormonal, conhecido popularmente como implanon. O método também foi aprovado recentemente para uso no Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o Ministério da Saúde, o implante é considerado uma opção vantajosa em relação a outros contraceptivos devido à alta eficácia e à longa duração, já que age no organismo por até três anos. A medida vale para pessoas entre 18 e 49 anos, como método de prevenção da gravidez não desejada, e passa a vigorar a partir de 1º de setembro.
Em Mato Grosso do Sul, o método já é utilizado na rede pública de forma restrita, seguindo o Protocolo Estadual de Atenção à Saúde Reprodutiva. Segundo a SES (Secretaria Estadual de Saúde), entre 2023 e 2024 foram distribuídas 23.012 unidades de DIUs e implantes subdérmicos, priorizando adolescentes, mulheres em situação de vulnerabilidade e com comorbidades, conforme divulgado por Campo Grande News.
Além da ampliação do acesso ao contraceptivo, a ANS aprovou, em reunião realizada em 8 de agosto, a inclusão no rol de procedimentos da Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) para tratamento de pacientes adultos com tumores do canal anal. Esse tratamento também terá cobertura obrigatória a partir de setembro.
Outro procedimento avaliado foi o transplante de membrana amniótica, utilizado no tratamento de pacientes com queimaduras de pele. No entanto, a ANS decidiu adiar sua inclusão devido à necessidade de ajustes na estrutura do Sistema Nacional de Transplantes, no funcionamento dos bancos de tecidos e na atualização de protocolos clínicos e diretrizes técnicas do Ministério da Saúde.
As informações são de Agência Brasil.
