Em Mato Grosso do Sul, as reeducandas estão realizando exames preventivos em base líquida e teste molecular para HPV (papilomavírus humano). A pesquisa faz parte de um estudo sobre a prevalência de lesões do colo do útero e da infecção pelos tipos de alto risco HPV 16 e 18 em mulheres privadas de liberdade.
A ação ocorre nos estabelecimentos penais femininos “Irmã Zorzi”, na Capital, e em Três Lagoas, uma parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, Secretaria Estadual de Saúde e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Conduzido pela aluna de doutorado, enfermeira Elaine Regina Prudêncio da Silva, sob orientação da Profª. Dra. Inês Aparecida Tozetti, e coorientação da professora Dra. Cacilda Padovani, o projeto coleta, segundo a orientadora, amostras com o consentimento livre e esclarecido das internas, analisadas por meio de uma técnica que não é disponibilizada pela rede SUS.
Durante a pesquisa, as internas participantes respondem a um questionário simples sobre informações socioepidemiológicas, que avaliam alguns fatores de risco para a infecção pelo HPV; além de ser coletado o exame de Papanicolau e realizado o teste molecular para HPV. As coletas são acompanhadas por profissionais que atuam no setor de saúde dos estabelecimentos penais.
As reeducandas que apresentarem alterações nos exames serão orientadas individualmente pela pesquisadora e membros da equipe sobre o tratamento. Além de ser assegurado o atendimento médico de avaliação, assim como atendimento psicossocial mediante necessidade, que serão efetuados pelas equipes dos estabelecimentos penais.
