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Solidão afeta 1 em cada 6 pessoas no mundo e está ligada a 100 mortes por hora, alerta OMS

De acordo com o Relatório da Comissão sobre Conexão Social, uma em cada seis pessoas no mundo sofre com a solidão, condição associada a mais de 875 mil mortes por ano.

Andressa de Paula - Hojemais Três Lagoas
02/07/25 às 08h52
Foto: Reprodução/sdominick/Getty Images Embed

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o Relatório da Comissão sobre Conexão Social. De acordo com o relatório, uma em cada seis pessoas no mundo é afetada pela solidão, com impactos na saúde e bem-estar. A pesquisa também informa que a solidão está associada com cerca de 100 mortes a cada hora, ou seja, são mais de 875 mil mortes todos os anos.

A OMS estabelece a conexão social com as maneiras pelas quais as pessoas se relacionam e interagem entre si. Em contrapartida a solidão é descrita como um sentimento doloroso que surge da lacuna entre as conexões sociais desejadas e as existentes, enquanto o isolamento social é referente à falta objetiva de conexões sociais suficientes.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, atualmente às pessoas se sentem mais isoladas e solitárias, mesmo diante da possibilidade de conexões infinitas possibilitada pelas redes sociais.

De acordo com o relatório, a solidão afeta principalmente jovens e pessoas que vivem em países de baixa e média renda. O relatório também aponta que entre 17% e 21% dos jovens de 13 a 29 anos relatam se sentirem solitários, sendo as taxas mais altas entre os adolescentes. Entre pessoas de de países de baixa renda, o índice chega a 24%, mais que o dobro da taxa registrada em países de alta renda (11%).

Os dados de isolamento social são mais limitados, mas a estimativa é que a condição afeta uma a cada três pessoas idosas e um em cada quatro adolescentes.

Conforme a OMS, a solidão e o isolamento social possuem diversas causa, incluindo saúde comprometida, baixa renda, baixa escolaridade, viver só, políticas públicas ausentes ou ineficazes e infraestrutura comunitária inadequadas, além do fator da influência das tecnologias digitais. O relatório alerta sobre a necessidade de vigilância quanto aos efeitos do tempo de exposição nas telas e de interações negativas, principalmente sobre a saúde mental e o bem-estar dos jovens.

O documento destaca que a conexão social pode proteger a saúde ao longo da vida, reduzinso inflamações, diminuindo o risco de problemas graves de saúde, promovendo saúde mental e prevenindo a morte precoce. A conexão social também contribui para tornar as comunidades mais saudáveis, seguras e prósperas.

Em contrapartida, a solidão e o isolamento social aumentam o risco de acidente vascular cerebral (AVC), doenças cardíacas, diabetes, declínio cognitivo e morte prematura.  Pessoas solitárias possuem o dobro de probabilidade de desenvolver depressão e outras complicações na saúde mental.

Além dos impactos na saúde, a solidão e o isolamento social afetam também à aprendizagem e o emprego dessas pessoas. De acordo como relatório da OMS, adolescentes que se sentem solitários têm 22% mais chances de obter notas ou qualificações baixas, enquanto os adultos podem ter dificuldades para encontrar ou manter um emprego.

O relatório também apresenta um plano de ação global voltado para cinco frentes principais: formulação de políticas públicas, incentivo à pesquisa, promoção de intervenções eficazes, aprimoramento da medição (incluindo a criação de um índice de conexão social global) e mobilização da sociedade para transformar normas sociais e fortalecer um movimento internacional de combate à solidão.

As soluções propostas abrangem diferentes níveis: nacional, comunitário e individual; envolvendo desde mudanças nas políticas públicas e investimentos em infraestrutura social, como parques, bibliotecas e cafés, até o oferecimento de apoio psicológico. Também são incentivadas ações simples do dia a dia, como buscar contato com amigos, estar mais presente nas interações, criar vínculos com vizinhos, participar de grupos ou atividades comunitárias e procurar ajuda especializada quando necessário.

 

Com informações de Agência Brasil.

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