Foi divulgado nesta segunda-feira, 20 de julho, pela revista The Lancet, que a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, para combater o coronavírus é segura e capaz de desenvolver anticorpos contra o vírus.
De acordo com os dados, as pessoas que receberam a vacina apresentaram efeitos colaterais leves, como fadiga, dor muscular, febre e dor de cabeça. Muitos desses efeitos foram reduzidos com o uso de paracetamol. Portanto, a vacina não apresentou nenhum efeito colateral grave e provocou respostas imunes.
"Esperamos que isso signifique que o sistema imunológico se lembre do vírus, para que nossa vacina proteja as pessoas por um período prolongado", afirmou o principal autor do estudo, Andrew Pollard, da Universidade de Oxford. "No entanto, precisamos de mais pesquisas antes de confirmarmos que a vacina protege efetivamente contra a infecção por Sars-CoV-2 e por quanto tempo dura a proteção", finalizou.
Ela é uma das mais promissoras para combater a Covid-19 e está na última fase dos estudos clínicos, onde será avaliada sua eficácia para imunizar seres humanos. Essa etapa está acontecendo simultaneamente no Reino Unido, no Brasil e na África do Sul
A vacina, geralmente, demoraria 18 meses para ser aprovada, mas os cientistas estão confiantes que conseguirão a aprovação em 12 meses se ela demonstrar resultados positivos. A redução de tempo foi possível também por se tratar de uma vacina emergencial
(*) UOL