Em uma aldeia silenciosa no interior de Brasilândia, no Mato Grosso do Sul, restam apenas três pessoas capazes de falar a língua Ofaié. Todos com mais de 60 anos. A cena é, ao mesmo tempo, delicada e urgente. Foi nesse cenário, entre conversas com professores indígenas e encontros com anciãs, que nasceu o documentário “Na Língua dos Ofaiés”. A obra mergulha fundo na ancestralidade desse povo originário e constroi, com cuidado e beleza, um registro potente de resistência cultural.
O idealizador do projeto é o três-lagoense Augusto Cezar Astos — ator, roteirista, diretor e produtor cultural com décadas de experiência nas artes cênicas e audiovisuais. Junto a ele, a professora Adriana Postigo, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), assina a produção executiva. Ela já havia realizado gravações da língua Quató e, agora, se dedica a registrar o Ofaié com o mesmo olhar sensível.
