Pedro Henrique Xavier Maxias, um jovem talentoso de 20 anos, nutre uma paixão pelo universo dos mangás. Desde tenra idade, aos 6 anos, ele foi iniciado nesse mundo fascinante por seu irmão mais velho, que colecionava cartas e DVDs das séries mais icônicas, como Dragon Ball, Naruto, One Piece, Zatch Bell, Pokémon, entre outras.
"Fui completamente cativado pelas narrativas e pelo carisma dos personagens", revela Pedro Henrique.
Ele explica que o mangá se destaca por seus traços com expressões exageradas, elementos flexíveis como linhas de velocidade e Kanjis, ideogramas originários do chinês. Admirador de vários mestres mangakás, quando indagado sobre suas inspirações, Pedro Henrique não hesita em responder que essa é sua pergunta favorita.
"Sigo os ensinamentos de diversos mestres mangakás. Akira Toriyama é, sem dúvida, minha maior fonte de inspiração. Obras-primas como Dragon Ball, Dr. Slump e o jogo Chrono Trigger, no qual ele contribuiu com o design dos personagens, foram fundamentais para mim", compartilha.
Pedro Henrique recorda com carinho seus primeiros passos no mundo da arte aos 10 anos, quando desenhou Uchiha Sasuke, o antagonista do mangá Naruto. Além disso, criou Boy Joy, um mangá curto que satiriza o título de grande significado histórico em One Piece, "Joy Boy". A trama gira em torno de Joy, um habitante de uma pequena ilha desinteressado na maioria das coisas e notoriamente preguiçoso, mas que é confrontado com um grande dever imposto desde seu nascimento.
Para Pedro, a leitura de mangá se diferencia da leitura tradicional, sendo realizada da direita para a esquerda.
"Desenhar ou criar mangá demanda muita criatividade e dedicação. Por isso, minha dica é ter paciência acima de tudo e uma forte determinação. Sigam os conceitos de arte dos mangakás renomados para os traços, e quanto à história, deixem fluir o que brotar do coração e da criatividade, como meu mestre Toriyama me ensinou", conclui Pedro Henrique.
